Tabela periódica: como ler, famílias, períodos e propriedades dos elementos
A tabela periódica organiza os elementos químicos em ordem crescente de número atômico, distribuídos em 18 grupos verticais e 7 períodos horizontais. Elementos de um mesmo grupo têm propriedades semelhantes porque compartilham o número de elétrons na camada de valência. A versão oficial mais recente da IUPAC é datada de 4 de maio de 2022.
Pontos-chave
- Desde 1988, a IUPAC recomenda que os grupos da tabela periódica sejam numerados de 1 a 18, substituindo a antiga notação com algarismos romanos e as letras A e B.
- A versão oficial mais recente da tabela periódica da IUPAC é datada de 4 de maio de 2022 e traz os pesos atômicos padrão atualizados.
- A tabela foi criada em 1869 por Dmitri Ivanovitch Mendeleiev, e a ONU proclamou 2019 como Ano Internacional da Tabela Periódica pela resolução A/RES/72/228, no 150º aniversário da criação.
- Os quatro elementos mais recentes tiveram nomes aprovados pela IUPAC em 28 de novembro de 2016: nihônio (Nh, 113), moscóvio (Mc, 115), tennesso (Ts, 117) e oganessônio (Og, 118).
- A Comissão sobre Abundâncias Isotópicas e Pesos Atômicos (CIAAW), responsável pela revisão dos pesos atômicos, foi estabelecida em 1899.
- No Enem 2026, ciências da natureza e suas tecnologias cai no segundo dia de prova, em 15 de novembro, dentro das 180 questões objetivas do exame.
- No Pisa 2025, área focada em ciências, o Brasil obteve 409 pontos contra 482 da média da OCDE, diferença de 73 pontos.
O que é a tabela periódica e como ela está organizada hoje?
A tabela periódica é o sistema de classificação que reúne todos os elementos químicos conhecidos em ordem crescente de número atômico, agrupando-os de modo que elementos com propriedades semelhantes fiquem na mesma coluna. Ela não é uma lista: é um mapa que permite prever comportamento químico a partir da posição.
A criação é atribuída a Dmitri Ivanovitch Mendeleiev, que publicou sua primeira versão em 1869. O reconhecimento internacional veio com a proclamação, pela Assembleia Geral das Nações Unidas, por meio da resolução A/RES/72/228, do Ano Internacional da Tabela Periódica dos Elementos Químicos em 2019, marco do 150º aniversário da criação, com aprovação da Conferência Geral da UNESCO.
A organização atual é padronizada pela União Internacional de Química Pura e Aplicada (IUPAC). Desde 1988, a IUPAC recomenda que os grupos, ou seja, as colunas, sejam numerados de 1 a 18, o que substituiu a notação antiga com algarismos romanos e as letras A e B, ainda encontrada em livros mais velhos e em provas antigas.
Há ainda uma consequência histórica que ajuda a entender o poder do modelo. Mendeleiev deixou lacunas em sua tabela de 1869 para elementos que ainda não haviam sido descobertos e previu propriedades que esses elementos deveriam apresentar quando fossem encontrados. Essa capacidade de previsão é o que distingue a tabela periódica de uma simples lista de substâncias e o que justifica, até hoje, ensiná-la como ferramenta de raciocínio antes de qualquer memorização.
O que cada número no quadro do elemento significa?
Cada quadro da tabela traz o símbolo do elemento e dois números que não podem ser confundidos. O número atômico é o número de prótons no núcleo, define a identidade do elemento e é o critério de ordenação da tabela inteira. A massa atômica, ou peso atômico padrão, é um valor médio que considera a abundância dos isótopos naturais.
A diferença prática é direta. Dois átomos com o mesmo número atômico e massas diferentes são isótopos do mesmo elemento; dois átomos com números atômicos diferentes são elementos diferentes, ainda que tenham massa parecida. Por isso a ordenação por número atômico corrigiu inconsistências da ordenação por massa usada no século XIX.
Os pesos atômicos não são valores congelados. A Comissão sobre Abundâncias Isotópicas e Pesos Atômicos (CIAAW), estabelecida em 1899 e ligada à Divisão de Química Inorgânica da IUPAC, revisa periodicamente essas determinações, e é por isso que a tabela recebe novas versões datadas, como a de 4 de maio de 2022.
Quais são as famílias e os grupos da tabela periódica?
Grupo é a coluna vertical da tabela, e os elementos de um mesmo grupo compartilham o número de elétrons na camada de valência, o que explica a semelhança de comportamento químico. Família é o nome tradicional dado a alguns desses grupos, e continua em uso corrente no ensino médio brasileiro.
A lógica é de configuração eletrônica. Todos os elementos do grupo 1 têm um elétron na camada mais externa, o que os torna muito reativos e propensos a perder esse elétron; todos os do grupo 17 têm sete elétrons na camada de valência e tendem a ganhar um, o que gera a reatividade oposta.
| Grupo | Nome da família | Elétrons na camada de valência | Característica principal |
|---|---|---|---|
| 1 | Metais alcalinos | 1 | Muito reativos, formam cátions com carga 1 mais |
| 2 | Metais alcalinoterrosos | 2 | Reativos, formam cátions com carga 2 mais |
| 3 a 12 | Metais de transição | Variável | Formam íons de cargas diferentes e compostos coloridos |
| 13 | Família do boro | 3 | Reúne metais, semimetais e o boro |
| 14 | Família do carbono | 4 | Forma cadeias e sustenta a química orgânica |
| 15 | Família do nitrogênio | 5 | Inclui nitrogênio e fósforo, essenciais à vida |
| 16 | Calcogênios | 6 | Inclui oxigênio e enxofre |
| 17 | Halogênios | 7 | Muito reativos, formam ânions com carga 1 menos |
Fonte: elaboração própria com base na nomenclatura recomendada pela IUPAC.
O grupo 18 merece registro à parte. Os gases nobres têm a camada de valência completa, com oito elétrons, exceto o hélio, que tem dois, e por isso apresentam reatividade muito baixa. Essa estabilidade é a referência que explica por que os demais elementos ganham, perdem ou compartilham elétrons.
Os lantanoides e os actinoides formam os dois blocos destacados na parte inferior da tabela. A IUPAC trata esses nomes como designações coletivas, e a separação gráfica existe apenas para manter a tabela em formato legível, já que esses elementos pertencem aos períodos 6 e 7.
O que são os períodos e como a distribuição eletrônica aparece na tabela?
Período é a linha horizontal da tabela, e há sete períodos. O número do período indica quantas camadas eletrônicas o átomo do elemento possui em seu estado fundamental, o que dá à tabela uma leitura imediata da estrutura atômica.
Um elemento do período 3, por exemplo, tem três camadas eletrônicas. Ao caminhar da esquerda para a direita dentro de um mesmo período, o número atômico aumenta de uma unidade por elemento, e os elétrons vão preenchendo os subníveis disponíveis até completar a camada.
A tabela também pode ser lida em blocos, definidos pelo subnível que recebe o elétron mais energético:
- Bloco s: reúne os grupos 1 e 2, mais o hélio, e corresponde aos elementos cujo elétron mais energético ocupa o subnível s, o que explica a alta reatividade dos metais alcalinos.
- Bloco p: reúne os grupos 13 a 18 e concentra a maior variedade de comportamento, com metais, semimetais, ametais e gases nobres na mesma faixa da tabela.
- Bloco d: reúne os grupos 3 a 12, os metais de transição, cujos elétrons preenchem o subnível d e produzem íons de cargas variadas.
- Bloco f: reúne lantanoides e actinoides, com preenchimento do subnível f, e inclui os elementos radioativos de número atômico mais alto.
- Elementos sintéticos: os de número atômico mais elevado não ocorrem naturalmente e são produzidos em laboratório, caso dos quatro nomeados pela IUPAC em 28 de novembro de 2016.
Os quatro elementos mais recentes ilustram como a tabela ainda cresce. A IUPAC aprovou nihônio (Nh) para o elemento 113, proposto pelo RIKEN Nishina Center e derivado de Nihon, uma das formas de dizer Japão; moscóvio (Mc) para o 115, em referência à região de Moscou e ao Joint Institute for Nuclear Research, em Dubna; tennesso (Ts) para o 117, em homenagem ao Tennessee e ao Oak Ridge National Laboratory; e oganessônio (Og) para o 118, em homenagem ao professor Yuri Oganessian.
Quais são as propriedades periódicas e como elas variam?
Propriedades periódicas são características que variam de forma previsível conforme a posição do elemento na tabela. Elas são a razão de ser da organização: prever comportamento sem precisar memorizar dado por dado.
O raio atômico aumenta de cima para baixo em um grupo, porque cada período acrescenta uma camada eletrônica, e diminui da esquerda para a direita em um período, porque a carga nuclear cresce e atrai mais fortemente a mesma camada de valência.
| Propriedade periódica | Variação no grupo (de cima para baixo) | Variação no período (da esquerda para a direita) | Consequência prática |
|---|---|---|---|
| Raio atômico | Aumenta | Diminui | Define tamanho do átomo e do íon formado |
| Energia de ionização | Diminui | Aumenta | Mede a facilidade de perder elétron |
| Eletronegatividade | Diminui | Aumenta | Define o tipo de ligação química formada |
| Afinidade eletrônica | Diminui | Aumenta | Mede a tendência de receber elétron |
| Caráter metálico | Aumenta | Diminui | Separa metais, semimetais e ametais |
Fonte: elaboração própria com base na organização recomendada pela IUPAC.
A eletronegatividade é a propriedade com maior rendimento em prova, porque conecta a tabela ao restante da química. A diferença de eletronegatividade entre dois átomos indica se a ligação será predominantemente iônica, covalente polar ou covalente apolar, o que por sua vez determina solubilidade, ponto de fusão e condutividade da substância formada.
O caráter metálico organiza a leitura visual da tabela. Os metais ocupam a maior parte do lado esquerdo e do centro, os ametais concentram-se no canto superior direito, e entre os dois grupos fica uma faixa estreita de semimetais, com comportamento intermediário e enorme importância tecnológica, caso do silício usado em componentes eletrônicos.
Como ler a tabela periódica passo a passo?
Ler a tabela periódica é um procedimento com ordem fixa. Quem segue a sequência abaixo consegue extrair, de qualquer elemento, as informações que as questões de prova costumam pedir, sem recorrer à memorização de dados isolados.
- Localize o elemento pelo símbolo e leia o número atômico. O número atômico é o número de prótons e a identidade do elemento, e é ele, não a massa, que define a posição na tabela e a ordem de leitura do sistema inteiro.
- Identifique o grupo e leia a camada de valência. Nos grupos 1, 2 e 13 a 18, o número de elétrons na camada de valência é deduzido diretamente da coluna, o que permite prever a carga do íon que o elemento tende a formar.
- Identifique o período e conte as camadas. O número do período indica quantas camadas eletrônicas o átomo possui no estado fundamental, informação necessária para estimar o raio atômico em comparações.
- Classifique o elemento em metal, semimetal, ametal ou gás nobre. Essa classificação orienta a previsão do tipo de ligação: metal com ametal tende à ligação iônica, ametal com ametal tende à covalente.
- Compare as propriedades periódicas pela posição. Use as duas regras de variação: raio atômico cresce para baixo e para a esquerda; eletronegatividade e energia de ionização crescem para cima e para a direita, com os gases nobres tratados à parte.
- Confira a massa atômica apenas quando o cálculo exigir. A massa entra em cálculos estequiométricos e de mol, e não em previsões de reatividade, o que evita a confusão frequente entre identidade do elemento e quantidade de matéria.
- Valide a resposta contra a lógica do grupo. Se a conclusão colocar um metal alcalino como pouco reativo ou um gás nobre como altamente reativo, houve erro de leitura da posição, e a análise deve ser refeita desde o passo 2.
Esse roteiro rende mais quando praticado com questões reais e correção imediata, estratégia detalhada no material sobre técnicas de estudo comprovadas pela ciência cognitiva.
O que mais cai sobre tabela periódica no Enem?
O Enem não cobra memorização da tabela. O exame aplica 180 questões objetivas em quatro áreas do conhecimento e organiza os itens a partir de cinco eixos cognitivos, segundo as matrizes de referência publicadas pelo Inep em 17 de julho de 2026, entre eles a compreensão de fenômenos e a resolução de situações-problema.
Na prática, isso significa que a tabela aparece como ferramenta dentro de um contexto. A questão descreve uma situação, ambiental, industrial ou cotidiana, e exige que o estudante use a posição do elemento para explicar o comportamento descrito. Ciências da natureza e suas tecnologias cai no segundo dia do Enem 2026, em 15 de novembro, com término às 18h30.
| Tema recorrente | Como costuma ser cobrado | Conceito da tabela exigido |
|---|---|---|
| Ligações químicas | Previsão do tipo de ligação em uma substância | Eletronegatividade e camada de valência |
| Reatividade de metais | Corrosão, pilhas e proteção de estruturas | Energia de ionização e caráter metálico |
| Radioatividade | Meia-vida, usos médicos e acidentes | Actinoides e elementos de número atômico alto |
| Química ambiental | Poluentes, metais pesados e tratamento de água | Grupos 15, 16 e metais de transição |
| Estequiometria | Cálculo de massa e de mol em reações | Massa atômica e número atômico |
Fonte: elaboração própria com base em Inep (2026).
O desempenho nacional na área justifica a atenção. No Pisa 2025, que teve ciências como foco, o Brasil obteve 409 pontos contra 482 da média da OCDE, diferença de 73 pontos, em uma avaliação com 760 mil estudantes de 91 países e economias. Em 2006, primeira edição focada em ciências, a diferença era maior: 390 pontos do Brasil contra 503 da OCDE.
Quem está na reta final encontra um recorte de prioridades por área no roteiro sobre como estudar nos últimos 60 dias antes do Enem.
Quais erros os estudantes mais cometem com a tabela periódica?
Os erros com a tabela periódica quase nunca vêm de falta de memória. Eles vêm de leitura apressada da posição e de confusão entre conceitos que compartilham nomes parecidos. A lista abaixo reúne os deslizes mais caros e o que cada um provoca.
- Confundir número atômico com massa atômica: o estudante usa a massa para ordenar ou identificar o elemento e erra a previsão inteira, porque só o número de prótons define a identidade química.
- Usar a numeração antiga dos grupos em prova recente: insistir em algarismos romanos com A e B cria erro de correspondência, já que desde 1988 a IUPAC recomenda a numeração de 1 a 18.
- Inverter a variação do raio atômico: afirmar que o raio cresce da esquerda para a direita leva a conclusões opostas sobre tamanho de íons e sobre força de ligação em toda a questão.
- Tratar gases nobres como referência de reatividade: usar o grupo 18 em comparações de eletronegatividade sem ressalva produz respostas incoerentes, porque esses elementos têm camada de valência completa.
- Esquecer que lantanoides e actinoides pertencem aos períodos 6 e 7: ler os dois blocos como se estivessem fora da tabela leva a erro na contagem de camadas eletrônicas.
- Assumir que todo elemento existe na natureza: os elementos de número atômico mais alto são sintéticos, caso dos quatro nomeados pela IUPAC em 2016, e esse detalhe aparece em questões sobre produção em laboratório.
- Decorar valores de eletronegatividade sem entender a tendência: a prova pede comparação entre elementos, não o valor absoluto, então a regra de variação resolve mais do que a tabela decorada.
Como a Central de Ensino ajuda a estudar ciências da natureza?
A Central de Ensino organiza o conteúdo de ciências da natureza pela estrutura do exame, agrupando biologia, física e química na mesma lógica do segundo dia de prova. A tabela periódica entra como ferramenta transversal, porque sustenta ligações químicas, estequiometria, eletroquímica e boa parte da química ambiental.
O blog trabalha três camadas de conteúdo. A primeira é o plano de estudo por área, com distribuição de tempo entre as quatro áreas do Enem. A segunda é o entendimento do sistema de pontuação, já que o exame usa Teoria de Resposta ao Item e a nota não é proporcional ao número de acertos. A terceira é o método, com técnicas de estudo apoiadas em pesquisa.
Para quem quer entender por que dois candidatos com o mesmo número de acertos recebem notas diferentes em ciências da natureza, o funcionamento do cálculo está explicado no artigo sobre como a TRI do Enem calcula a nota.
A recomendação editorial é consultar a fonte oficial em caso de dúvida sobre nomenclatura ou massa atômica. A IUPAC mantém a versão vigente da tabela periódica, datada de 4 de maio de 2022, com os pesos atômicos padrão revisados pela CIAAW, comissão em funcionamento desde 1899.
Perguntas frequentes sobre a tabela periódica
Quantos elementos tem a tabela periódica?
A tabela periódica reúne 118 elementos químicos, do hidrogênio, de número atômico 1, ao oganessônio, de número atômico 118. Os quatro últimos tiveram nomes e símbolos aprovados pela IUPAC em 28 de novembro de 2016, após cinco meses de revisão pública.
Quem criou a tabela periódica?
A tabela periódica foi criada em 1869 pelo cientista russo Dmitri Ivanovitch Mendeleiev. Em reconhecimento ao 150º aniversário dessa criação, a Assembleia Geral das Nações Unidas proclamou 2019 como Ano Internacional da Tabela Periódica dos Elementos Químicos, pela resolução A/RES/72/228.
Quantos grupos e períodos tem a tabela periódica?
A tabela periódica tem 18 grupos verticais e 7 períodos horizontais. Desde 1988, a IUPAC recomenda numerar os grupos de 1 a 18, em substituição à notação antiga com algarismos romanos e as letras A e B, ainda encontrada em materiais mais antigos.
Qual a diferença entre grupo e período?
Grupo é a coluna vertical e reúne elementos com o mesmo número de elétrons na camada de valência, o que gera propriedades químicas semelhantes. Período é a linha horizontal e indica o número de camadas eletrônicas do átomo no estado fundamental, o que se relaciona ao tamanho do átomo.
O que é número atômico?
Número atômico é a quantidade de prótons no núcleo do átomo. Ele define a identidade do elemento químico e é o critério de ordenação de toda a tabela periódica. Dois átomos com o mesmo número atômico são do mesmo elemento, mesmo que tenham massas diferentes.
Qual a diferença entre número atômico e massa atômica?
O número atômico conta prótons e define o elemento. A massa atômica, ou peso atômico padrão, é um valor médio que considera a abundância dos isótopos naturais. A IUPAC revisa periodicamente esses valores por meio da CIAAW, comissão estabelecida em 1899.
Quais são as famílias da tabela periódica?
As famílias mais citadas são os metais alcalinos (grupo 1), os metais alcalinoterrosos (grupo 2), a família do boro (13), a do carbono (14), a do nitrogênio (15), os calcogênios (16), os halogênios (17) e os gases nobres (18). Os grupos 3 a 12 são os metais de transição.
Por que os gases nobres são pouco reativos?
Os gases nobres têm a camada de valência completa, com oito elétrons, exceto o hélio, que tem dois. Essa configuração corresponde a um estado de alta estabilidade, o que reduz a tendência de ganhar, perder ou compartilhar elétrons e explica a reatividade muito baixa do grupo 18.
O que são propriedades periódicas?
Propriedades periódicas são características que variam de forma previsível conforme a posição do elemento na tabela. As principais são raio atômico, energia de ionização, eletronegatividade, afinidade eletrônica e caráter metálico, e todas podem ser comparadas apenas pela posição.
Como varia o raio atômico na tabela periódica?
O raio atômico aumenta de cima para baixo dentro de um grupo, porque cada período acrescenta uma camada eletrônica, e diminui da esquerda para a direita dentro de um período, porque a carga nuclear cresce e atrai com mais força a mesma camada de valência.
Como varia a eletronegatividade?
A eletronegatividade diminui de cima para baixo em um grupo e aumenta da esquerda para a direita em um período. É a propriedade mais útil em prova, porque a diferença de eletronegatividade entre dois átomos indica se a ligação formada será iônica, covalente polar ou covalente apolar.
O que são os blocos s, p, d e f?
Os blocos indicam qual subnível recebe o elétron mais energético. O bloco s reúne os grupos 1 e 2; o bloco p, os grupos 13 a 18; o bloco d, os metais de transição dos grupos 3 a 12; e o bloco f, os lantanoides e actinoides, posicionados nos períodos 6 e 7.
Onde ficam os lantanoides e os actinoides?
Lantanoides e actinoides pertencem aos períodos 6 e 7, mas são exibidos em dois blocos separados na parte inferior da tabela. A separação é apenas gráfica, para manter a tabela em formato legível, e a IUPAC trata esses termos como nomes coletivos dos dois conjuntos.
Quais são os elementos mais recentes da tabela?
Os mais recentes são nihônio (Nh, 113), moscóvio (Mc, 115), tennesso (Ts, 117) e oganessônio (Og, 118), com nomes aprovados pela IUPAC em 28 de novembro de 2016. Todos são sintéticos, produzidos em laboratório, e não ocorrem naturalmente na Terra.
Por que o elemento 118 se chama oganessônio?
O nome oganessônio homenageia o professor Yuri Oganessian, cientista pioneiro na pesquisa de elementos transactinídios. A proposta partiu da colaboração entre pesquisadores russos e norte-americanos, e o nome foi aprovado pela IUPAC em 28 de novembro de 2016, junto com outros três elementos.
Qual a versão oficial atual da tabela periódica?
A versão oficial mais recente da tabela periódica da IUPAC é datada de 4 de maio de 2022 e inclui os valores atualizados de pesos atômicos padrão. A IUPAC é o órgão internacional que padroniza nomenclatura, símbolos e a numeração dos grupos de 1 a 18.
Tabela periódica cai no Enem?
Sim. A tabela periódica é ferramenta central de ciências da natureza e suas tecnologias, área aplicada no segundo dia do Enem 2026, em 15 de novembro. O exame tem 180 questões objetivas em quatro áreas e cobra a tabela dentro de situações-problema, não por memorização.
Preciso decorar a tabela periódica para a prova?
Não. O Enem fornece a tabela periódica quando ela é necessária e cobra a interpretação da posição, não a memorização de valores. O que precisa estar automatizado são as regras de variação das propriedades periódicas e o significado de grupo, período e camada de valência.
Como usar a tabela para prever o tipo de ligação?
Compare a eletronegatividade dos átomos envolvidos usando a posição na tabela. Metal combinado com ametal tende à ligação iônica; ametal com ametal de eletronegatividades diferentes tende à covalente polar; átomos iguais formam ligação covalente apolar, sem separação de cargas.
Como o Brasil se sai em ciências nas avaliações internacionais?
No Pisa 2025, edição focada em ciências e divulgada em 8 de setembro de 2026, o Brasil obteve 409 pontos contra 482 da média da OCDE, diferença de 73 pontos. Em 2006, a diferença era de 113 pontos, com 390 pontos do Brasil contra 503 da OCDE.
Conclusão
A tabela periódica é o instrumento que transforma memória em raciocínio: com número atômico, grupo e período, o estudante prevê reatividade, tipo de ligação e comportamento de uma substância sem decorar dado por dado. A referência oficial é a versão da IUPAC datada de 4 de maio de 2022, com grupos numerados de 1 a 18 desde 1988 e 118 elementos reconhecidos. Continue a preparação de ciências da natureza com os roteiros de estudo da Central de Ensino e treine a leitura da tabela em questões contextualizadas.
Como citar este artigo
ABNT: CENTRAL DE ENSINO. Tabela periódica: como ler, famílias, períodos e propriedades dos elementos. Central de Ensino, 20 set. 2026. Disponível em: https://centraldeensino.com.br/tabela-periodica-como-ler-familias-propriedades/. Acesso em: 20 set. 2026.
APA: Central de Ensino. (2026, 20 de setembro). Tabela periódica: como ler, famílias, períodos e propriedades dos elementos. Central de Ensino. https://centraldeensino.com.br/tabela-periodica-como-ler-familias-propriedades/
Referências
BRASIL. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Enem. Brasília: Inep, 2026. Disponível em: https://www.gov.br/inep/pt-br/areas-de-atuacao/avaliacao-e-exames-educacionais/enem. Acesso em: 20 set. 2026.
BRASIL. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Enem: Faltam 60 dias para a aplicação da prova. Brasília: Inep, 9 set. 2026. Disponível em: https://www.gov.br/inep/pt-br/centrais-de-conteudo/noticias/enem/enem-faltam-60-dias-para-a-aplicacao-da-prova. Acesso em: 20 set. 2026.
BRASIL. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Matrizes de Referência do Enem. Brasília: Inep, 2026. Disponível em: https://www.gov.br/inep/pt-br/centrais-de-conteudo/acervo-linha-editorial/publicacoes-institucionais/avaliacoes-e-exames-da-educacao-basica/matrizes-de-referencia-enem. Acesso em: 20 set. 2026.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC. Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br/. Acesso em: 20 set. 2026.
INTERNATIONAL UNION OF PURE AND APPLIED CHEMISTRY. IUPAC Announces the Names of the Elements 113, 115, 117, and 118. IUPAC, 28 nov. 2016. Disponível em: https://iupac.org/iupac-announces-the-names-of-the-elements-113-115-117-and-118/. Acesso em: 20 set. 2026.
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JEDUCA. Pisa 2025: confira os principais resultados do Brasil na avaliação. Jeduca, 8 set. 2026. Disponível em: https://jeduca.org.br/noticia/pisa-2025-confira-principais-resultados-do-brasil-na-avaliacao. Acesso em: 20 set. 2026.
UNESCO. International Year of the Periodic Table of Chemical Elements 2019. Paris: UNESCO, 2019. Disponível em: https://www.unesco.org/en/years/international-year-periodic-table-chemical-elements-2019. Acesso em: 20 set. 2026.
