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Novo Ensino Médio 2026: o que muda na carga horária e nos itinerários

O Novo Ensino Médio passa a ser obrigatório para toda a organização curricular em 2026, conforme a Resolução CNE/CEB nº 2, de 13 de novembro de 2024. O curso regular tem carga horária mínima total de 3.000 horas, sendo 2.400 horas de formação geral básica e 600 horas de itinerários formativos, segundo a Lei nº 14.945/2024. Cada escola deve ofertar no mínimo dois itinerários com ênfases distintas.

Pontos-chave

  • A Lei nº 14.945, de 31 de julho de 2024, elevou a formação geral básica de 1.800 para 2.400 horas e reduziu os itinerários formativos de 1.200 para 600 horas, conforme noticiou o Senado Federal.
  • O ensino médio regular tem duração mínima de três anos e carga horária mínima total de 3.000 horas, conforme o artigo 28 da Resolução CNE/CEB nº 2/2024.
  • A carga horária mínima anual do ensino médio é de 1.000 horas, segundo o artigo 24 da Lei de Diretrizes e Bases na redação dada pela Lei nº 14.945/2024.
  • Toda escola de ensino médio deve ofertar no mínimo dois itinerários formativos com ênfases distintas, conforme o artigo 19 da Resolução CNE/CEB nº 2/2024.
  • Em 2025 as redes podiam adotar matriz curricular de transição; em 2026 a organização curricular atualizada é obrigatória, segundo o artigo 39 da mesma resolução.
  • Nos cursos com formação técnica, a formação geral básica cai para 2.100 horas quando a habilitação tem 1.000 ou 1.200 horas, e para 2.200 horas quando tem 800 horas.
  • O Brasil obteve 379 pontos em matemática no Pisa 2022, contra média de 480 da OCDE, e 73,7% dos estudantes brasileiros ficaram abaixo do nível 2 de proficiência nessa área.

O que é o Novo Ensino Médio e o que a Lei nº 14.945/2024 mudou?

O Novo Ensino Médio é o modelo curricular da etapa final da educação básica brasileira, organizado em duas partes: a formação geral básica, comum a todos os estudantes e definida pela Base Nacional Comum Curricular, e os itinerários formativos, que aprofundam uma área do conhecimento ou oferecem formação técnica e profissional.

A Lei nº 14.945, de 31 de julho de 2024, reescreveu a divisão entre essas duas partes. A formação geral básica passou de 1.800 para 2.400 horas e os itinerários formativos caíram de 1.200 para 600 horas, conforme o noticiário do Senado Federal sobre a sanção. O texto legal fixa a nova carga em termos diretos: “formação geral básica, com carga horária mínima total de 2.400 (duas mil e quatrocentas) horas”.

A lei foi sancionada com veto ao trecho que levaria o conteúdo dos itinerários formativos para o Enem. Segundo o registro do Senado Federal, a justificativa do veto foi que conteúdos flexíveis poderiam comprometer a equivalência das provas e aprofundar desigualdades no acesso ao ensino superior.

O Novo Ensino Médio foi revogado?

Não. O modelo não foi revogado, foi reformulado. A Lei nº 14.945/2024 alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação e a reforma anterior, redistribuindo carga horária e regras de oferta, mas manteve a estrutura de formação geral básica somada a itinerários formativos. A Resolução CNE/CEB nº 2/2024 detalhou como isso vira currículo na escola.

Quantas horas tem o Novo Ensino Médio e como a carga horária é dividida?

O ensino médio regular tem carga horária mínima total de 3.000 horas distribuídas em, no mínimo, três anos. O artigo 28, inciso II, da Resolução CNE/CEB nº 2/2024 estabelece que “no Ensino Médio regular, a duração mínima é de 3 (três) anos, com carga horária mínima total de 3.000 (três mil) horas”. Dessas, 2.400 horas são de formação geral básica e 600 horas de itinerário formativo.

A carga anual também é fixada por lei. O artigo 24 da Lei de Diretrizes e Bases, na redação dada pela Lei nº 14.945/2024, determina que a “carga horária mínima anual será de 800 (oitocentas) horas para o ensino fundamental e de 1.000 (mil) horas para o ensino médio”.

Componente Carga horária mínima Norma O que inclui
Carga horária total do ensino médio regular 3.000 horas Art. 28, II, Resolução CNE/CEB nº 2/2024 Formação geral básica e itinerário
Formação geral básica no percurso regular 2.400 horas Art. 35-C, Lei nº 14.945/2024 Componentes da BNCC nas quatro áreas
Itinerário formativo 600 horas Art. 18, Resolução CNE/CEB nº 2/2024 Aprofundamento ou formação técnica
Carga horária mínima anual 1.000 horas Art. 24, I, LDB com redação da Lei nº 14.945/2024 Ano letivo do ensino médio
Formação geral básica com técnica de 1.000 ou 1.200 horas 2.100 horas Art. 13, Resolução CNE/CEB nº 2/2024 Percurso técnico integrado
Formação geral básica com técnica de 800 horas 2.200 horas Art. 13, Resolução CNE/CEB nº 2/2024 Percurso técnico integrado
Itinerários ofertados por escola 2, com ênfases distintas Art. 19, Resolução CNE/CEB nº 2/2024 Exceto escolas só de formação técnica

Fonte: Lei nº 14.945/2024 e Resolução CNE/CEB nº 2/2024.

A leitura prática da tabela é simples: quem faz o ensino médio regular estuda mais conteúdo comum do que estudava no desenho anterior, e escolhe menos. O espaço de escolha existe, cabe em 600 horas e é onde entra o itinerário.

O que a Resolução CNE/CEB nº 2/2024 exige das escolas e em que prazo?

A Resolução CNE/CEB nº 2, de 13 de novembro de 2024, instituiu as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio e foi homologada pelo ministro da Educação, Camilo Santana, em 12 de novembro de 2024, conforme registro da Jeduca. É a norma que traduz a Lei nº 14.945/2024 em obrigações de matriz curricular, oferta e prazo.

A exigência mais visível para o estudante é a oferta mínima de itinerários. O artigo 19 determina que as escolas ofertem “no mínimo, 2 (dois) itinerários formativos com ênfases distintas”, regra da qual se excetuam as unidades que oferecem exclusivamente formação técnica e profissional.

Exigência O que a norma determina Prazo Responsável
Matriz curricular de transição Autorizada para as redes que não conseguiram atualizar tudo de uma vez Ano letivo de 2025 Redes e escolas
Organização curricular atualizada Passa a ser obrigatória em toda a oferta A partir de 2026 Redes e escolas
Oferta de itinerários Mínimo de dois itinerários com ênfases distintas por escola Vigente Escolas de ensino médio
Ensino médio noturno Ao menos uma escola com ensino médio regular noturno na sede de cada município Vigente Estados
Língua inglesa Componente obrigatório da formação geral básica Vigente Escolas
Outras línguas estrangeiras Oferta facultativa, preferencialmente espanhol Vigente Redes e escolas
Adaptação do Enem ao novo currículo Alinhamento previsto ao novo desenho curricular Até 2028 Inep e MEC

Fonte: Resolução CNE/CEB nº 2/2024, Lei nº 14.945/2024 e Jeduca (2024).

O artigo 39 da resolução separa os dois anos com clareza: em 2025 estava autorizada a matriz curricular de transição, e a partir de 2026 a organização curricular plenamente atualizada é obrigatória. Quem entra no primeiro ano em 2026 já cursa o desenho definitivo.

O que são itinerários formativos e como o estudante escolhe?

Itinerário formativo é o conjunto de 600 horas em que o estudante aprofunda uma área do conhecimento ou cursa formação técnica e profissional, além da formação geral básica comum a todos. As áreas são linguagens e suas tecnologias, matemática e suas tecnologias, ciências da natureza e suas tecnologias e ciências humanas e sociais aplicadas.

A escolha depende do que a escola oferta, e não de um catálogo nacional. Como cada unidade deve manter no mínimo dois itinerários com ênfases distintas, o estudante escolhe dentro dessa oferta local, informada na matrícula ou no início do ciclo. Antes de decidir, vale confirmar com a secretaria da escola quais ênfases estarão disponíveis nos três anos, porque a oferta pode variar entre unidades da mesma rede.

O itinerário não substitui a base comum. Mesmo quem escolhe aprofundamento em matemática continua cursando as quatro áreas na formação geral básica, o que preserva o alinhamento com o Enem, que cobra 180 questões distribuídas nas quatro áreas do conhecimento, mais a redação.

Como fica o ensino médio técnico no novo modelo?

No percurso com formação técnica e profissional, a formação geral básica é reduzida para abrir espaço à habilitação. O artigo 13 da Resolução CNE/CEB nº 2/2024 fixa 2.100 horas de formação geral básica quando a formação técnica tem 1.000 ou 1.200 horas, e 2.200 horas quando a formação técnica tem 800 horas.

Percurso Formação geral básica Itinerário ou formação técnica Onde está na norma
Regular com aprofundamento 2.400 horas 600 horas de aprofundamento Art. 13 e Art. 18 da Resolução CNE/CEB nº 2/2024
Técnico com habilitação de 800 horas 2.200 horas 800 horas de formação técnica Art. 13 da Resolução CNE/CEB nº 2/2024
Técnico com habilitação de 1.000 horas 2.100 horas 1.000 horas de formação técnica Art. 13 da Resolução CNE/CEB nº 2/2024
Técnico com habilitação de 1.200 horas 2.100 horas 1.200 horas de formação técnica Art. 13 da Resolução CNE/CEB nº 2/2024

Fonte: Resolução CNE/CEB nº 2/2024.

A matrícula em tempo integral cresceu junto com essa reorganização. Segundo dados do Censo Escolar 2025 divulgados pelo Consed, o percentual de estudantes de ensino médio em tempo integral passou de 16,7% em 2022 para 26,8% em 2025, e na rede pública como um todo subiu de 15,1% em 2021 para 25,8% em 2025, acima da meta de 25% do Plano Nacional de Educação.

Por que a reforma foi feita e o que os dados mostram sobre o ensino médio brasileiro?

A reforma responde a dois diagnósticos: baixo desempenho em avaliações internacionais e um ensino médio que perdia estudantes pelo caminho. No Pisa 2022, o Brasil obteve 379 pontos em matemática, 410 em leitura e 403 em ciências, contra médias da OCDE de 480, 482 e 490, conforme levantamento da Jeduca sobre os resultados. O Brasil participou com 10.798 estudantes de 599 escolas, entre 81 países avaliados.

A concentração nos níveis mais baixos é o dado mais duro. Em matemática, 73,7% dos estudantes brasileiros ficaram abaixo do nível 2 de proficiência no Pisa 2022. Em leitura foram 50,3% e em ciências 55,4%.

Do lado do acesso, o quadro melhorou. Segundo o Censo Escolar 2025, divulgado pelo Inep e noticiado pela Agência Brasil em 26 de fevereiro de 2026, a frequência escolar na faixa obrigatória de 4 a 17 anos chegou a 97,2%, e o percentual de escolas de educação básica com internet subiu de 82,8% em 2021 para 94,5% em 2025. Segundo Camilo Santana, ministro da Educação, “o Brasil praticamente universalizou o acesso à escola”.

Os gargalos que a reforma tenta atacar são conhecidos e se acumulam na etapa final da educação básica:

  • Distorção idade-série no ensino médio, que o MEC afirma ter caído de 27,2% para 13,99% no terceiro ano, segundo declaração do ministro Camilo Santana à Agência Brasil.
  • Desempenho estagnado em matemática, com 379 pontos no Pisa 2022 contra média de 480 da OCDE.
  • Currículo anterior com 1.200 horas de itinerários, oferta desigual entre escolas e queixas de esvaziamento da base comum, questão que a Lei nº 14.945/2024 endereçou ao devolver carga horária à formação geral básica.
  • Descompasso entre o currículo e as avaliações de larga escala, que a adaptação do Enem prevista para até 2028 pretende corrigir.
  • Redução de matrículas na educação básica, de 47,088 milhões em 2024 para 46,018 milhões em 2025, queda de 2,29% que o Inep atribui principalmente a fatores demográficos.
  • Oferta noturna insuficiente para quem trabalha, tema que a Lei nº 14.945/2024 tratou ao exigir dos Estados ao menos uma escola com ensino médio regular noturno na sede de cada município.

O ponto comum desses seis gargalos é que nenhum se resolve só com carga horária. A norma redistribui tempo, e o resultado depende de execução na escola.

Como o estudante deve se organizar no Novo Ensino Médio, passo a passo?

A organização muda pouco em relação ao que sempre funcionou, e muda muito em um ponto: agora existe uma escolha formal a fazer, com consequência sobre as 600 horas de itinerário. O roteiro abaixo vale para quem entra no primeiro ano em 2026 e para quem está em transição.

  1. Confirme na secretaria da escola quais itinerários serão ofertados. A norma exige no mínimo dois com ênfases distintas, mas o par disponível varia por unidade. Peça a matriz curricular por série, com a carga horária de cada componente.
  2. Verifique se o seu percurso é regular ou técnico. No regular, são 2.400 horas de formação geral básica e 600 de aprofundamento. No técnico, a formação geral básica cai para 2.100 ou 2.200 horas conforme o tamanho da habilitação, o que muda o tempo dedicado a cada área.
  3. Escolha o itinerário pela área que você quer aprofundar, não pela que parece mais fácil. O itinerário aprofunda, não substitui: as quatro áreas do conhecimento continuam na formação geral básica, e o Enem cobra as quatro.
  4. Guarde a carga horária cumprida a cada ano. O mínimo anual do ensino médio é de 1.000 horas, e o total mínimo é de 3.000 horas em três anos. Registro de horas é o que comprova o cumprimento em transferências e matrículas.
  5. Se pretende fazer curso técnico, decida no primeiro ano. A habilitação de 800, 1.000 ou 1.200 horas define a carga da formação geral básica no seu percurso, e mudar de trilha depois obriga a recompor horas.
  6. Alinhe o estudo às quatro áreas desde o primeiro ano. Como a base comum ocupa a maior parte do tempo e o Enem cobra 180 questões nas quatro áreas mais a redação, o aprofundamento é complemento, e não atalho.
  7. Acompanhe o calendário da adaptação do Enem. O alinhamento do exame ao novo currículo está previsto para até 2028, e mudanças de estrutura da prova afetam quem termina o ensino médio a partir dessa data.

Quais dúvidas e riscos mais aparecem na transição para 2026?

A transição concentra riscos previsíveis, quase todos ligados a informação incompleta sobre a oferta da escola. Cada item abaixo tem consequência concreta:

  • Escolher itinerário sem ver a matriz curricular completa: o estudante descobre no segundo ano que a ênfase não tem continuidade e perde parte do aprofundamento planejado.
  • Supor que o itinerário substitui a base comum: como a formação geral básica é de 2.400 horas no percurso regular, quem estuda só a área do itinerário chega ao Enem sem cobrir as quatro áreas exigidas.
  • Trocar de escola no meio do ciclo sem conferir a oferta de itinerários: a nova unidade pode ter ênfases diferentes, e a norma exige apenas duas.
  • Entrar no técnico sem contar a carga total: a habilitação de 1.200 horas soma-se a 2.100 horas de formação geral básica, o que exige rotina compatível.
  • Confundir matriz de transição com currículo definitivo: a transição valeu para 2025, e a organização atualizada é obrigatória a partir de 2026.
  • Ignorar a exigência de oferta noturna: estudantes que trabalham têm direito a pelo menos uma escola com ensino médio regular noturno na sede do município, conforme a Lei nº 14.945/2024.
  • Deixar a decisão para a semana da matrícula: sem tempo de conversar com a coordenação, a escolha do itinerário vira sorteio.

Como a Central de Ensino ajuda a entender o Novo Ensino Médio?

A Central de Ensino publica guias gratuitos sobre etapas de ensino, exames e formas de ingresso no ensino superior, escritos em linguagem direta e organizados por assunto, tanto para estudantes quanto para famílias e professores que acompanham a transição curricular.

Regras, datas e exames mudam com frequência, e esse é justamente o tipo de conteúdo que exige revisão. Conforme a página Sobre Nós da Central de Ensino, o site parte de fontes oficiais e reconhecidas, faz checagem de informação antes de publicar e revisita periodicamente os textos que tratam de regras, datas e exames.

Para quem está no ensino médio agora, o passo seguinte é a preparação para o exame de ingresso. O guia sobre como estudar para o Enem 2026 reúne o calendário oficial da prova, a estrutura de cada dia e as técnicas de estudo com melhor evidência científica.

Perguntas frequentes sobre o Novo Ensino Médio

Quando o Novo Ensino Médio passa a ser obrigatório?

A organização curricular atualizada é obrigatória a partir de 2026, conforme o artigo 39 da Resolução CNE/CEB nº 2, de 13 de novembro de 2024. Em 2025 as redes podiam adotar uma matriz curricular de transição enquanto ajustavam a oferta de componentes e itinerários.

Quantas horas tem o Novo Ensino Médio?

O ensino médio regular tem carga horária mínima total de 3.000 horas em, no mínimo, três anos, segundo o artigo 28 da Resolução CNE/CEB nº 2/2024. São 2.400 horas de formação geral básica e 600 horas de itinerário formativo, com carga mínima anual de 1.000 horas.

O que mudou com a Lei nº 14.945/2024?

A Lei nº 14.945, de 31 de julho de 2024, elevou a formação geral básica de 1.800 para 2.400 horas e reduziu os itinerários formativos de 1.200 para 600 horas, segundo o Senado Federal. A lei também exigiu oferta de ensino médio noturno e tratou da oferta de línguas estrangeiras.

O que são itinerários formativos?

Itinerários formativos são as 600 horas em que o estudante aprofunda uma área do conhecimento ou cursa formação técnica e profissional, além da formação geral básica. As áreas são linguagens, matemática, ciências da natureza e ciências humanas e sociais aplicadas.

Quantos itinerários a escola precisa oferecer?

No mínimo dois, com ênfases distintas, conforme o artigo 19 da Resolução CNE/CEB nº 2/2024. A exceção são as escolas que ofertam exclusivamente formação técnica e profissional. O par de ênfases disponível varia por unidade, então vale confirmar na secretaria.

O aluno pode trocar de itinerário?

A norma nacional não fixa uma regra única de troca, porque a organização da matriz é responsabilidade da rede e da escola. Como o itinerário tem 600 horas distribuídas ao longo do curso, a troca depende da matriz da unidade e deve ser tratada com a coordenação pedagógica antes da mudança.

Como fica o ensino médio técnico?

No percurso com formação técnica, a formação geral básica é de 2.100 horas quando a habilitação tem 1.000 ou 1.200 horas, e de 2.200 horas quando tem 800 horas, conforme o artigo 13 da Resolução CNE/CEB nº 2/2024. O restante da carga é dedicado à habilitação profissional.

O espanhol é obrigatório no Novo Ensino Médio?

Não. A Lei nº 14.945/2024 determina que os currículos “poderão ofertar outras línguas estrangeiras, preferencialmente o espanhol, de acordo com a disponibilidade de oferta”. A língua inglesa, essa sim, é componente obrigatório da formação geral básica.

O ensino médio noturno continua existindo?

Sim, e passou a ter garantia expressa. A Lei nº 14.945/2024 determina que os Estados mantenham, na sede de cada um de seus municípios, pelo menos uma escola com oferta de ensino médio regular no turno noturno, o que atende principalmente estudantes que trabalham.

O Enem vai mudar por causa do Novo Ensino Médio?

O alinhamento do Enem ao novo currículo está previsto para até 2028, segundo o cronograma noticiado pela Jeduca após a homologação das diretrizes. A Lei nº 14.945/2024 foi sancionada com veto ao trecho que levaria conteúdo dos itinerários para a prova.

Por que o Enem não cobra o itinerário formativo?

Porque o trecho que previa isso foi vetado na sanção da Lei nº 14.945/2024. Segundo o registro do Senado Federal, a justificativa foi que conteúdos flexíveis poderiam comprometer a equivalência das provas e aprofundar desigualdades no acesso ao ensino superior.

Qual é a carga horária mínima anual do ensino médio?

Mil horas por ano. O artigo 24 da Lei de Diretrizes e Bases, na redação dada pela Lei nº 14.945/2024, estabelece que a “carga horária mínima anual será de 800 (oitocentas) horas para o ensino fundamental e de 1.000 (mil) horas para o ensino médio”.

O Novo Ensino Médio acabou com as matérias tradicionais?

Não. As quatro áreas do conhecimento seguem na formação geral básica, que ocupa 2.400 das 3.000 horas do percurso regular. A Lei nº 14.945/2024 justamente ampliou esse bloco comum, que havia sido reduzido a 1.800 horas no desenho anterior.

O que é a formação geral básica?

Formação geral básica é a parte do currículo comum a todos os estudantes, definida pela Base Nacional Comum Curricular e organizada nas quatro áreas do conhecimento. No ensino médio regular ela tem carga horária mínima de 2.400 horas, conforme a Lei nº 14.945/2024.

Quantos alunos há na educação básica brasileira?

O Censo Escolar 2025 registrou 46,018 milhões de matrículas na educação básica, distribuídas em 178.760 escolas, segundo dados do Inep noticiados pela Agência Brasil. É uma queda de 2,29% em relação aos 47,088 milhões de 2024, atribuída principalmente a fatores demográficos.

Quantos estudantes de ensino médio estudam em tempo integral?

O percentual de matrículas de ensino médio em tempo integral passou de 16,7% em 2022 para 26,8% em 2025, segundo dados do Censo Escolar 2025 divulgados pelo Consed. Na rede pública como um todo, o índice subiu de 15,1% em 2021 para 25,8% em 2025.

Como o Brasil se saiu no Pisa 2022?

O Brasil obteve 379 pontos em matemática, 410 em leitura e 403 em ciências no Pisa 2022, contra médias da OCDE de 480, 482 e 490. Em matemática, 73,7% dos estudantes brasileiros ficaram abaixo do nível 2 de proficiência, segundo levantamento da Jeduca.

Quem define o currículo do ensino médio na prática?

A Base Nacional Comum Curricular define a formação geral básica, a Lei nº 14.945/2024 e a Resolução CNE/CEB nº 2/2024 fixam cargas horárias e regras de oferta, e as redes estaduais e as escolas montam a matriz curricular concreta dentro desses limites, incluindo quais itinerários serão ofertados.

O que é a matriz curricular de transição?

É a organização curricular intermediária que a Resolução CNE/CEB nº 2/2024 autorizou para o ano letivo de 2025, enquanto as redes ajustavam a oferta ao novo desenho. A partir de 2026, a organização curricular plenamente atualizada passa a ser obrigatória.

O que o estudante deve perguntar na matrícula de 2026?

Pergunte quais itinerários a escola oferta e com quais ênfases, se a oferta se mantém nos três anos, qual é a carga horária por componente em cada série, se há percurso técnico e de quantas horas é a habilitação. Essas respostas definem o currículo que o estudante vai cursar.

Conclusão

O Novo Ensino Médio chega a 2026 com números fechados: 3.000 horas no total, 2.400 de formação geral básica, 600 de itinerário formativo, 1.000 horas por ano e no mínimo dois itinerários por escola. A norma devolveu peso à base comum depois de um desenho que reservava 1.200 horas à parte flexível, e o desafio agora é de execução, num país onde 73,7% dos estudantes ficaram abaixo do nível 2 em matemática no Pisa 2022. Se você entra no ensino médio em 2026, o primeiro passo concreto é pedir a matriz curricular da sua escola e a lista de itinerários ofertados. Para o passo seguinte, o guia sobre como estudar para o Enem 2026 na Central de Ensino traz o calendário oficial e as técnicas de estudo com melhor evidência.

Como citar este artigo

ABNT: CENTRAL DE ENSINO. Novo Ensino Médio 2026: o que muda na carga horária e nos itinerários. Central de Ensino, 8 set. 2026. Disponível em: https://centraldeensino.com.br/novo-ensino-medio-2026/. Acesso em: 8 set. 2026.

APA: Central de Ensino. (2026, 8 de setembro). Novo Ensino Médio 2026: o que muda na carga horária e nos itinerários. Central de Ensino. https://centraldeensino.com.br/novo-ensino-medio-2026/

Referências

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BRASIL. Lei nº 14.945, de 31 de julho de 2024. Brasília: Presidência da República, 2024. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2024/lei/l14945.htm. Acesso em: 8 set. 2026.

BRASIL. Conselho Nacional de Educação. Resolução CNE/CEB nº 2, de 13 de novembro de 2024: institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Brasília: CNE, 2024. Disponível em: https://static.poder360.com.br/2024/11/resolucao-novo-ensino-medio-mec-13-nov-2024.pdf. Acesso em: 8 set. 2026.

CENTRAL DE ENSINO. Como estudar para o Enem 2026: cronograma de revisão e técnicas comprovadas. Central de Ensino, 8 set. 2026. Disponível em: https://centraldeensino.com.br/como-estudar-para-o-enem-2026/. Acesso em: 8 set. 2026.

CENTRAL DE ENSINO. Sobre Nós. Central de Ensino, 2026. Disponível em: https://centraldeensino.com.br/sobre-nos/. Acesso em: 8 set. 2026.

CONSED. Censo registra queda de matrículas na educação básica. Consed, 2026. Disponível em: https://www.consed.org.br/noticia/censo-registra-queda-de-matriculas-na-educacao-basica. Acesso em: 8 set. 2026.

CONVIVA EDUCAÇÃO. Divulgados os resultados do Pisa 2022. Conviva Educação, 2023. Disponível em: https://convivaeducacao.org.br/fique_atento/4584. Acesso em: 8 set. 2026.

JEDUCA. Confira os principais destaques do desempenho do Brasil no Pisa 2022. Jeduca, 2023. Disponível em: https://jeduca.org.br/noticia/confira-os-principais-destaques-do-desempenho-do-brasil-no-pisa-2022. Acesso em: 8 set. 2026.

JEDUCA. MEC homologa diretrizes do CNE para ensino médio: entenda as mudanças. Jeduca, 2024. Disponível em: https://jeduca.org.br/noticia/mec-homologa-diretrizes-do-cne-para-ensino-medio-entenda-as-mudancas. Acesso em: 8 set. 2026.

SENADO FEDERAL. Reforma do Novo Ensino Médio é sancionada com veto a mudança no Enem. Senado Notícias, 1 ago. 2024. Disponível em: https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2024/08/01/reforma-do-novo-ensino-medio-e-sancionada-com-veto-a-mudanca-no-enem. Acesso em: 8 set. 2026.

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