Era Vargas: resumo completo de 1930 a 1945

A Era Vargas é o período em que Getúlio Vargas governou o Brasil de forma contínua, entre a posse no Governo Provisório, em 3 de novembro de 1930, e a deposição em 29 de outubro de 1945. O período se divide em Governo Provisório, Governo Constitucional e Estado Novo, e concentra a criação da legislação trabalhista brasileira.

Pontos-chave

  • A Revolução de 1930 começou como movimento armado em 3 de outubro de 1930, sob liderança civil de Getúlio Vargas e liderança militar do tenente-coronel Pedro Aurélio de Góis Monteiro.
  • Washington Luís foi deposto em 24 de outubro de 1930 e Vargas assumiu o Governo Provisório em 3 de novembro do mesmo ano.
  • A Revolução Constitucionalista foi deflagrada na madrugada de 9 de julho de 1932 e encerrada em 2 de outubro de 1932, com a rendição do governo revolucionário paulista.
  • A Constituição de 16 de julho de 1934 estabeleceu, no artigo 108, que são eleitores os brasileiros de um e de outro sexo maiores de 18 anos.
  • O Estado Novo começou com o golpe de 10 de novembro de 1937, quando Vargas fechou o Congresso e outorgou a Constituição elaborada no gabinete de Francisco Campos, conhecida como “a polaca”.
  • A Consolidação das Leis do Trabalho foi aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, e entrou em vigor em 10 de novembro de 1943.
  • Vargas foi deposto em 29 de outubro de 1945 por generais que o apoiavam, entre eles Gaspar Dutra e Góis Monteiro, e a presidência passou provisoriamente a José Linhares, presidente do Supremo Tribunal Federal.

O que foi a Era Vargas e quais foram suas fases?

A Era Vargas é o nome dado ao período de quinze anos em que Getúlio Dornelles Vargas ocupou de forma ininterrupta a chefia do governo brasileiro, de 3 de novembro de 1930 a 29 de outubro de 1945. O período encerra a Primeira República e organiza as bases do Estado brasileiro moderno, com centralização administrativa, industrialização induzida e legislação trabalhista.

A divisão tradicional é em três fases. O Governo Provisório vai de 1930 a 1934, com Vargas governando sem Constituição e por decretos. O Governo Constitucional vai de 1934 a 1937, com Vargas eleito indiretamente pela Assembleia Constituinte sob a Constituição promulgada em 16 de julho de 1934. O Estado Novo vai de 10 de novembro de 1937 a 29 de outubro de 1945, regime autoritário com Congresso fechado e partidos extintos.

O eixo que atravessa as três fases é a construção de um Estado forte e centralizado. Segundo o Arquivo Nacional, o regime do Estado Novo baseou-se em constituição inspirada em modelos fascistas, com forte intervencionismo estatal, regulamentação das relações de trabalho e intensa repressão política, combinação que explica por que o período é lembrado ao mesmo tempo por direitos sociais e por censura.

Por que a Era Vargas é considerada um marco na história do Brasil?

A Era Vargas é marco porque nela nascem instituições que seguem em funcionamento. A Justiça do Trabalho foi criada em maio de 1939 e a Consolidação das Leis do Trabalho foi aprovada em 1º de maio de 1943, duas estruturas que organizam até hoje as relações trabalhistas no país.

O período também redefine a relação entre governo federal e estados. A Primeira República funcionava com forte autonomia das oligarquias estaduais, e o Governo Provisório passou a nomear interventores nos estados, prática que gerou a reação paulista de 1932 e consolidou a centralização do poder.

Como a Revolução de 1930 levou Vargas ao poder?

A Revolução de 1930 foi o movimento armado que encerrou a Primeira República e colocou Getúlio Vargas na chefia do governo. Ela nasceu da disputa sucessória de 1930 e da ruptura do arranjo entre as oligarquias de São Paulo e Minas Gerais.

A articulação começou antes das armas. Em junho de 1929, o Pacto do Hotel Glória reuniu Minas Gerais e Rio Grande do Sul, e em agosto do mesmo ano formou-se oficialmente a Aliança Liberal. A convenção de 20 de setembro de 1929 aprovou a chapa formada por Getúlio Vargas e João Pessoa.

Data Acontecimento Consequência
Junho de 1929 Pacto do Hotel Glória entre Minas Gerais e Rio Grande do Sul Base política da Aliança Liberal
20 de setembro de 1929 Convenção aprova a chapa Vargas e João Pessoa Oposição unificada à sucessão oficial
26 de julho de 1930 João Pessoa é assassinado em Recife por João Dantas Estopim para a mobilização armada
3 de outubro de 1930 Início do movimento armado Liderança civil de Vargas e militar de Góis Monteiro
24 de outubro de 1930 Generais exigem a renúncia de Washington Luís Presidente preso e junta governativa assume
31 de outubro de 1930 Vargas desembarca no Rio de Janeiro Transição para o novo governo
3 de novembro de 1930 Vargas assume a chefia do Governo Provisório Fim da Primeira República

Fonte: Atlas Histórico do Brasil, FGV.

A junta governativa provisória que substituiu Washington Luís foi composta por Augusto Tasso Fragoso, como chefe, João de Deus Mena Barreto e Isaías de Noronha. Ela exerceu o poder por poucos dias, até a entrega do governo a Vargas, em 3 de novembro de 1930.

O que foi a Revolução Constitucionalista de 1932 e o que ela mudou?

A Revolução Constitucionalista de 1932 foi o levante armado de São Paulo contra o Governo Provisório, deflagrado na madrugada de 9 de julho de 1932. A exigência central era a convocação de uma Assembleia Constituinte e o fim do governo por decretos.

O conflito opôs dois projetos. De um lado, o Partido Democrático defendia reforma política entendida como a implantação de um projeto liberal constitucionalizante. De outro, os tenentes e Vargas priorizavam um amplo programa de reformas econômicas e sociais sob regime discricionário. A interferência dos tenentes em São Paulo, a nomeação de interventores militares e o adiamento indefinido da constitucionalização formaram o motivo imediato.

O comando civil do movimento reuniu Pedro de Toledo, aclamado governador, Francisco Morato e Aureliano Leite. O comando militar teve o general Isidoro Dias Lopes como comandante geral, o general Bertoldo Klinger como chefe das operações e o coronel Júlio Marcondes Salgado à frente da Força Pública.

A derrota militar veio em três meses. A Força Pública recuou para a capital paulista em 1º de outubro de 1932 e o governo revolucionário rendeu-se em 2 de outubro. Os líderes foram deportados para Portugal em novembro e tiveram os direitos políticos cassados por três anos.

A vitória política, porém, foi de São Paulo. O movimento fortaleceu o projeto constitucionalizante e levou às eleições para a Assembleia Constituinte em 3 de maio de 1933, que resultaram na promulgação da nova Constituição em 1934. O episódio é o exemplo clássico, em prova, de derrota militar com vitória política.

O que a Constituição de 1934 trouxe de novo?

A Constituição promulgada em 16 de julho de 1934 encerrou o Governo Provisório e inaugurou o Governo Constitucional. Ela combinou o liberalismo político exigido por São Paulo com o programa social defendido pelo grupo aliado a Vargas, e por isso é lida como texto de compromisso.

As principais mudanças em relação ao regime anterior foram:

  • Ampliação do eleitorado: o artigo 108 estabeleceu que são eleitores os brasileiros de um e de outro sexo maiores de 18 anos, o que consolidou em texto constitucional o voto feminino.
  • Voto obrigatório com recorte de gênero: o artigo 109 tornou o voto obrigatório para os homens e, para as mulheres, apenas quando estas exercessem função pública remunerada.
  • Competência da União sobre matérias sociais: o artigo 5º atribuiu à União legislar sobre normas fundamentais do direito rural, do regime penitenciário e da assistência social, entre outras.
  • Reconhecimento de direitos trabalhistas em nível constitucional, tema que até então era tratado apenas por legislação ordinária e por decretos do Governo Provisório.
  • Eleição indireta de Getúlio Vargas pela Assembleia Constituinte para o período seguinte, o que manteve no poder o líder do movimento de 1930.

A vida útil do texto foi curta. A Constituição de 1934 durou pouco mais de três anos e foi substituída pela carta outorgada em 10 de novembro de 1937, no mesmo dia do golpe que instaurou o Estado Novo.

Como funcionou o Estado Novo entre 1937 e 1945?

O Estado Novo foi o regime autoritário instaurado pelo golpe de 10 de novembro de 1937, quando Getúlio Vargas anunciou o fechamento do Congresso e a outorga de uma nova constituição. O regime durou até 29 de outubro de 1945 e é a fase mais longa e mais repressiva da Era Vargas.

A Constituição de 1937 organizou juridicamente a concentração de poder. O artigo 38 determinava que o Poder Legislativo seria exercido pelo Parlamento Nacional com a colaboração do Conselho da Economia Nacional e do Presidente da República. O artigo 39 previa reunião anual em 3 de maio, por quatro meses, com prorrogação, adiamento ou convocação extraordinária dependentes de iniciativa do Presidente. O artigo 74 dava ao Presidente competência privativa para decretar o estado de emergência e o estado de guerra.

Dimensão do Estado Novo Como funcionava Marco
Poder Legislativo Órgãos legislativos abolidos e Parlamento previsto, mas não instalado Golpe de 10 de novembro de 1937
Partidos políticos Extintos por determinação do regime Dezembro de 1937
Constituição Carta outorgada, elaborada no gabinete de Francisco Campos, chamada “a polaca” 10 de novembro de 1937
Comunicação e cultura DIP atuava como produtor, organizador e censor da produção cultural Período do Estado Novo
Relações de trabalho Sindicatos sob monopólio de representação e Justiça do Trabalho criada Maio de 1939
Legislação trabalhista Consolidação das Leis do Trabalho aprovada e em vigor 1º de maio e 10 de novembro de 1943
Fim do regime Vargas deposto por militares que o apoiavam 29 de outubro de 1945

Fonte: Arquivo Nacional e Atlas Histórico do Brasil (FGV).

O Departamento de Imprensa e Propaganda é peça central para entender o período. Segundo o Arquivo Nacional, o DIP tinha a função de organizar e coordenar os setores relacionados à propaganda e à produção cultural, atuando tanto como produtor ou organizador quanto como censor, o que produziu um controle simultâneo sobre imprensa, rádio, cinema e manifestações artísticas.

A queda do regime veio da contradição entre discurso externo e prática interna. O Brasil participou da Segunda Guerra Mundial ao lado dos Aliados, contra regimes autoritários, enquanto mantinha em casa um governo sem Congresso e sem partidos. Com o fim da guerra e a pressão pela redemocratização, os generais Gaspar Dutra e Góis Monteiro, que haviam apoiado Vargas, comandaram a deposição em 29 de outubro de 1945. A presidência passou provisoriamente a José Linhares, presidente do Supremo Tribunal Federal.

Quais direitos trabalhistas nasceram na Era Vargas?

A legislação trabalhista é o legado mais duradouro do período. A Justiça do Trabalho foi criada em maio de 1939, e a Consolidação das Leis do Trabalho foi aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, assinado por Getúlio Vargas e por Alexandre Marcondes Filho, entrando em vigor em 10 de novembro de 1943.

A CLT não criou todos os direitos do zero: ela consolidou, em um único texto, normas dispersas em decretos editados desde 1930, regulando as relações individuais e coletivas de trabalho. Essa característica de consolidação explica por que o documento é ao mesmo tempo um marco de 1943 e o resultado de treze anos de produção normativa.

A contrapartida é igualmente importante para a prova. O mesmo Estado que concedeu direitos manteve os sindicatos sob monopólio de representação, o que limitou a autonomia sindical e vinculou a organização dos trabalhadores à estrutura estatal.

Como estudar a Era Vargas para o Enem passo a passo?

A Era Vargas é um dos temas mais cobrados de história do Brasil, e a dificuldade está no volume de datas. O roteiro abaixo organiza o estudo em seis passos que privilegiam a lógica do período em vez da memorização isolada.

  1. Fixe primeiro as três fases com suas datas de início e fim. Governo Provisório de 1930 a 1934, Governo Constitucional de 1934 a 1937 e Estado Novo de 1937 a 1945. Sem esse esqueleto, todos os fatos ficam soltos e a memorização não se sustenta.
  2. Associe cada fase a um documento. O Governo Provisório governa sem Constituição, o Governo Constitucional opera sob a Constituição de 16 de julho de 1934 e o Estado Novo funciona com a carta outorgada em 10 de novembro de 1937. Documento é a âncora mais eficiente de memória.
  3. Estude 1932 como conflito de projetos, não como episódio militar. A Revolução Constitucionalista opôs o projeto liberal constitucionalizante ao programa de reformas sob regime discricionário, e essa oposição é o que o Enem cobra em análise de texto.
  4. Separe o que é concessão do que é controle. Justiça do Trabalho em 1939 e CLT em 1943 são concessões; Congresso fechado, partidos extintos em dezembro de 1937 e censura do DIP são controle. Questões costumam pedir a leitura simultânea dos dois lados.
  5. Relacione o período ao contexto internacional. A Constituição de 1937 inspira-se em modelos autoritários europeus, e o fim do regime está ligado à vitória dos Aliados na Segunda Guerra Mundial e à pressão interna pela redemocratização.
  6. Treine com documentos e imagens de época. Ciências humanas e suas tecnologias cai no primeiro dia do Enem 2026, em 8 de novembro, e as questões partem de fontes, não de perguntas diretas sobre datas. O roteiro por área está no guia sobre como estudar ciências humanas para o Enem.

Como a Era Vargas cai no Enem e em concursos?

O Enem raramente pergunta uma data isolada. O exame apresenta um documento, uma charge, um trecho de discurso ou um dado e pede que o candidato relacione o material ao contexto histórico, o que exige compreensão do funcionamento do regime e não apenas cronologia.

Em concursos públicos, especialmente nas provas de história e de conhecimentos gerais, a cobrança é mais direta e inclui datas, nomes e dispositivos legais. É nesse formato que a CLT, o DIP e a Constituição de 1937 aparecem com número e data exatos.

Formato de prova Como a Era Vargas é cobrada O que estudar primeiro
Enem, ciências humanas Interpretação de documento e de imagem de época Lógica das três fases e papel do DIP
Enem, redação Tema social com raiz histórica, como trabalho e direitos CLT de 1943 e Justiça do Trabalho de 1939
Concurso, história do Brasil Datas, nomes e dispositivos legais Constituições de 1934 e 1937
Vestibular tradicional Causas e consequências de 1930 e 1932 Aliança Liberal e Revolução Constitucionalista
Prova de atualidades Herança institucional do período Estrutura sindical e legislação trabalhista

Fonte: elaboração própria com base em Inep (2026).

Quem prepara concurso encontra a organização por disciplina no guia sobre como estudar para concurso público do zero, com distribuição de tempo entre matérias de peso diferente no edital.

Quais erros e simplificações mais aparecem sobre a Era Vargas?

A Era Vargas acumula versões simplificadas que circulam em resumos e vídeos curtos e que derrubam o candidato em questões de interpretação. Os erros abaixo são os mais frequentes, com a correção correspondente.

  • Chamar todo o período de ditadura: apenas o Estado Novo, de 10 de novembro de 1937 a 29 de outubro de 1945, foi regime autoritário declarado; entre 1934 e 1937 vigorou uma Constituição promulgada por Assembleia Constituinte.
  • Dizer que Vargas criou a CLT do nada: o Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, consolidou normas dispersas editadas desde 1930, e a palavra consolidação está no próprio nome do documento.
  • Tratar 1932 como vitória militar de São Paulo: o governo revolucionário rendeu-se em 2 de outubro de 1932 e os líderes foram deportados, mas o movimento acelerou a constitucionalização, com eleições em 3 de maio de 1933.
  • Confundir a Constituição de 1934 com a de 1937: a primeira foi promulgada em 16 de julho de 1934 por uma Constituinte; a segunda foi outorgada em 10 de novembro de 1937 e elaborada no gabinete de Francisco Campos.
  • Atribuir a queda de Vargas apenas à pressão popular: a deposição foi conduzida por generais que o apoiavam, entre eles Gaspar Dutra e Góis Monteiro, em ação militar coordenada.
  • Ignorar o papel do DIP: reduzir o Estado Novo à repressão policial deixa de fora o controle cultural, já que o DIP atuava como produtor, organizador e censor da produção cultural.
  • Afirmar que a Era Vargas terminou em 1954: o período conhecido como Era Vargas encerra-se em 29 de outubro de 1945, e o governo iniciado em 1951 é uma fase posterior e distinta.

Como a Central de Ensino ajuda a estudar história para o Enem?

A Central de Ensino organiza o conteúdo de ciências humanas pela lógica do primeiro dia de prova, em que história, geografia, filosofia e sociologia aparecem juntas e com leitura longa. A Era Vargas entra como eixo estruturante da história do Brasil republicano, porque conecta política, economia e direitos sociais.

O blog trabalha em três frentes. A primeira é o mapa de conteúdos de ciências humanas, com os temas de maior recorrência. A segunda é o plano de estudo por área, com distribuição de tempo entre as quatro áreas do Enem. A terceira é o método de estudo, com técnicas apoiadas em pesquisa cognitiva.

Para fixar cronologias densas sem depender de releitura passiva, vale aplicar as estratégias descritas no material sobre técnicas de estudo comprovadas pela ciência cognitiva, com recuperação ativa e prática distribuída ao longo das semanas.

A recomendação editorial é ir às fontes primárias sempre que possível. O Arquivo Nacional mantém exposições virtuais sobre o Estado Novo, a FGV disponibiliza o Atlas Histórico do Brasil com verbetes datados, e o Planalto publica os textos integrais das Constituições de 1934 e 1937 e do Decreto-Lei nº 5.452 de 1943.

Perguntas frequentes sobre a Era Vargas

O que foi a Era Vargas?

A Era Vargas é o período de quinze anos em que Getúlio Vargas governou o Brasil de forma contínua, de 3 de novembro de 1930 a 29 de outubro de 1945. Divide-se em Governo Provisório, Governo Constitucional e Estado Novo, e encerrou a Primeira República.

Quando começou e quando terminou a Era Vargas?

A Era Vargas começou em 3 de novembro de 1930, quando Vargas assumiu a chefia do Governo Provisório, e terminou em 29 de outubro de 1945, com sua deposição por militares. O movimento armado que abriu o processo havia começado em 3 de outubro de 1930.

Quais são as fases da Era Vargas?

São três fases. O Governo Provisório, de 1930 a 1934, sem Constituição. O Governo Constitucional, de 1934 a 1937, sob a Constituição promulgada em 16 de julho de 1934. E o Estado Novo, de 10 de novembro de 1937 a 29 de outubro de 1945, regime autoritário com Congresso fechado.

O que foi a Revolução de 1930?

Foi o movimento armado iniciado em 3 de outubro de 1930, com liderança civil de Getúlio Vargas e militar do tenente-coronel Pedro Aurélio de Góis Monteiro. Em 24 de outubro, generais exigiram a renúncia de Washington Luís, que foi preso, e Vargas assumiu em 3 de novembro.

Quem foi deposto na Revolução de 1930?

O presidente Washington Luís foi deposto em 24 de outubro de 1930 e substituído por uma junta governativa provisória composta por Augusto Tasso Fragoso, como chefe, João de Deus Mena Barreto e Isaías de Noronha, que entregou o governo a Vargas dias depois.

O que foi a Aliança Liberal?

A Aliança Liberal foi a coalizão oposicionista formada oficialmente em agosto de 1929, depois do Pacto do Hotel Glória, firmado em junho de 1929 entre Minas Gerais e Rio Grande do Sul. Sua convenção, em 20 de setembro de 1929, aprovou a chapa Vargas e João Pessoa.

Por que João Pessoa foi assassinado?

João Pessoa, candidato a vice-presidente na chapa da Aliança Liberal, foi assassinado em Recife em 26 de julho de 1930 por João Dantas. O episódio teve motivação ligada a disputas políticas e pessoais e funcionou como estopim para a mobilização armada de outubro de 1930.

O que foi a Revolução Constitucionalista de 1932?

Foi o levante armado de São Paulo contra o Governo Provisório, deflagrado na madrugada de 9 de julho de 1932 e encerrado em 2 de outubro do mesmo ano. A exigência central era a convocação de uma Assembleia Constituinte e o fim do governo por decretos.

São Paulo venceu a Revolução de 1932?

Militarmente não. A Força Pública recuou para a capital paulista em 1º de outubro de 1932 e o governo revolucionário rendeu-se no dia 2. Politicamente, porém, o movimento acelerou a constitucionalização, com eleições para a Assembleia Constituinte em 3 de maio de 1933.

O que aconteceu com os líderes de 1932?

Os líderes do movimento foram deportados para Portugal em novembro de 1932 e tiveram os direitos políticos cassados por três anos. Entre os nomes à frente do levante estavam Pedro de Toledo, Francisco Morato, Aureliano Leite, Isidoro Dias Lopes e Bertoldo Klinger.

Quando foi promulgada a Constituição de 1934?

A Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil foi promulgada em 16 de julho de 1934 pela Assembleia Constituinte eleita em 3 de maio de 1933. Ela encerrou o Governo Provisório e inaugurou a fase conhecida como Governo Constitucional da Era Vargas.

A Constituição de 1934 garantiu o voto feminino?

Sim, em texto constitucional. O artigo 108 estabeleceu que são eleitores os brasileiros de um e de outro sexo maiores de 18 anos. O artigo 109, porém, tornou o voto obrigatório para os homens e, para as mulheres, apenas quando exercessem função pública remunerada.

O que foi o Estado Novo?

O Estado Novo foi o regime autoritário instaurado pelo golpe de 10 de novembro de 1937, quando Vargas fechou o Congresso e outorgou nova Constituição. Durou até 29 de outubro de 1945 e combinou intervencionismo estatal, regulamentação do trabalho e intensa repressão política.

Por que a Constituição de 1937 é chamada de “polaca”?

A Constituição outorgada em 10 de novembro de 1937 foi elaborada no gabinete de Francisco Campos e ficou conhecida como “a polaca” por sua inspiração em modelos autoritários europeus. Ela estabelecia um Estado forte, tutor da sociedade civil, com dispositivos corporativistas.

O que foi o DIP?

O DIP foi o Departamento de Imprensa e Propaganda, órgão do Estado Novo encarregado de organizar e coordenar os setores ligados à propaganda e à produção cultural. Segundo o Arquivo Nacional, atuava tanto como produtor ou organizador quanto como censor da produção cultural.

Quando foi criada a CLT?

A Consolidação das Leis do Trabalho foi aprovada pelo Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943, assinado por Getúlio Vargas e por Alexandre Marcondes Filho. O texto entrou em vigor em 10 de novembro de 1943 e regula as relações individuais e coletivas de trabalho.

Quando foi criada a Justiça do Trabalho?

A Justiça do Trabalho foi criada em maio de 1939, durante o Estado Novo. Ela integra o conjunto de medidas de regulamentação das relações de trabalho do período, ao lado do controle dos sindicatos por meio do monopólio de representação estabelecido pelo regime.

Como terminou o Estado Novo?

O Estado Novo terminou em 29 de outubro de 1945, com a deposição de Vargas por generais que o apoiavam, entre eles Gaspar Dutra e Góis Monteiro, em ação militar coordenada. A presidência passou provisoriamente a José Linhares, presidente do Supremo Tribunal Federal.

Qual a relação entre a Segunda Guerra e o fim do Estado Novo?

O Brasil lutou ao lado dos Aliados contra regimes autoritários enquanto mantinha internamente um governo sem Congresso e sem partidos. Essa contradição alimentou a pressão pela redemocratização ao fim da guerra e contribuiu diretamente para a deposição de Vargas em outubro de 1945.

A Era Vargas cai no Enem?

Sim, com frequência alta em ciências humanas e suas tecnologias, área aplicada no primeiro dia do Enem 2026, em 8 de novembro. O exame cobra o tema por interpretação de documentos e imagens de época, exigindo compreensão do regime e não memorização de datas isoladas.

Conclusão

A Era Vargas condensa, em quinze anos, a passagem do Brasil oligárquico para o Brasil industrial e regulado: começa com o movimento armado de 3 de outubro de 1930, atravessa a Constituição de 16 de julho de 1934 e o golpe de 10 de novembro de 1937, entrega a CLT em 1º de maio de 1943 e termina com a deposição de 29 de outubro de 1945. Entender o período exige ler ao mesmo tempo a concessão de direitos e a supressão de liberdades. Continue a preparação de ciências humanas com os roteiros de estudo da Central de Ensino.

Como citar este artigo

ABNT: CENTRAL DE ENSINO. Era Vargas: resumo completo de 1930 a 1945. Central de Ensino, 20 set. 2026. Disponível em: https://centraldeensino.com.br/era-vargas-resumo-1930-1945/. Acesso em: 20 set. 2026.

APA: Central de Ensino. (2026, 20 de setembro). Era Vargas: resumo completo de 1930 a 1945. Central de Ensino. https://centraldeensino.com.br/era-vargas-resumo-1930-1945/

Referências

ARQUIVO NACIONAL. Estado Novo: 1937-1945. Rio de Janeiro: Arquivo Nacional. Disponível em: https://exposicoesvirtuais.an.gov.br/index.php/galerias/10-exposicoes/138-estado-novo-1937-1945.html. Acesso em: 20 set. 2026.

BRASIL. Constituição da República dos Estados Unidos do Brasil, de 16 de julho de 1934. Rio de Janeiro: Presidência da República, 1934. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao34.htm. Acesso em: 20 set. 2026.

BRASIL. Constituição dos Estados Unidos do Brasil, de 10 de novembro de 1937. Rio de Janeiro: Presidência da República, 1937. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao37.htm. Acesso em: 20 set. 2026.

BRASIL. Decreto-Lei nº 5.452, de 1º de maio de 1943. Aprova a Consolidação das Leis do Trabalho. Rio de Janeiro: Presidência da República, 1943. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del5452.htm. Acesso em: 20 set. 2026.

BRASIL. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira. Enem: Faltam 60 dias para a aplicação da prova. Brasília: Inep, 9 set. 2026. Disponível em: https://www.gov.br/inep/pt-br/centrais-de-conteudo/noticias/enem/enem-faltam-60-dias-para-a-aplicacao-da-prova. Acesso em: 20 set. 2026.

FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS. Estado Novo. Atlas Histórico do Brasil. Rio de Janeiro: FGV. Disponível em: https://atlas.fgv.br/verbete/5863. Acesso em: 20 set. 2026.

FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS. Revolução de 1930. Atlas Histórico do Brasil. Rio de Janeiro: FGV. Disponível em: https://atlas.fgv.br/verbete/6365. Acesso em: 20 set. 2026.

FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS. Revolução de 1932. Atlas Histórico do Brasil. Rio de Janeiro: FGV. Disponível em: https://atlas.fgv.br/verbete/6366. Acesso em: 20 set. 2026.

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