CNU: como funciona o Concurso Nacional Unificado, quem pode fazer e como estudar

O Concurso Nacional Unificado (CNU) é o modelo em que vários órgãos federais selecionam servidores com uma única prova, aplicada simultaneamente em todos os estados, conforme o Decreto nº 11.722/2023. Houve duas edições, em 2024 e 2025. Até setembro de 2026 não há edital da terceira edição, prevista pela ministra Esther Dweck para 2027.

Pontos-chave

  • O CNU foi instituído pelo Decreto nº 11.722, de 28 de setembro de 2023, como modelo de realização conjunta de concursos federais, com provas aplicadas simultaneamente em todos os estados e no Distrito Federal.
  • A primeira edição teve 2,14 milhões de inscritos, 6.640 vagas em 21 órgãos e prova em 18 de agosto de 2024, em 228 cidades, segundo a Agência Brasil.
  • A segunda edição ofereceu 3.652 vagas em 32 órgãos, com prova objetiva em 5 de outubro de 2025 e prova discursiva em 7 de dezembro de 2025, organizada pelo MGI com a FGV.
  • No CNU 2025, 35% das vagas eram reservadas a ações afirmativas, e 46,06% dos 42.499 classificados para a segunda fase concorriam por cotas.
  • O resultado final da segunda edição saiu em 16 de março de 2026, com 2.400 aprovados para convocação imediata.
  • Em 24 de março de 2026, o governo convocou 1.860 candidatos do CNU 1 para vagas remanescentes, 21% das 8.573 vagas ofertadas no certame de 2024.
  • Segundo a ministra Esther Dweck, a terceira edição tem previsão para 2027 e depende do cenário pós-eleições de 2026 e do orçamento federal.

O que é o CNU e por que ele é chamado de Enem dos concursos?

O Concurso Público Nacional Unificado é um modelo de seleção em que diversos órgãos da administração pública federal aderem a um único certame, com inscrição, prova e classificação centralizadas. O apelido de Enem dos concursos vem da lógica parecida: uma prova nacional, aplicada no mesmo dia em todo o país, que serve de porta de entrada para vários destinos.

A base legal é o Decreto nº 11.722, de 28 de setembro de 2023. O art. 2º define o concurso como modelo de realização conjunta de concursos públicos para o provimento de cargos públicos efetivos, com aplicação simultânea de provas em todos os estados e no Distrito Federal. Podem aderir órgãos da administração federal direta, autárquica e fundacional.

O decreto também fixa os objetivos do modelo. O art. 3º cita a promoção da igualdade de oportunidades, a padronização de procedimentos, o aprimoramento dos métodos de seleção e o cuidado com o princípio da impessoalidade na seleção dos candidatos.

Quem organiza e quem paga o CNU?

A coordenação é do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), que firma termos de adesão com os órgãos interessados. Uma Comissão de Governança, com representante de cada órgão participante, estabelece as diretrizes do certame.

Os custos não saem de um único orçamento. O art. 5º do Decreto nº 11.722/2023 determina que as despesas sejam rateadas entre os órgãos aderentes, conforme critérios fixados em ato ministerial. Desde 2025, a execução do concurso cabe à Escola Nacional de Administração Pública (Enap), com acompanhamento do ministério.

A aplicação das provas é contratada a uma banca. Na segunda edição, a realização coube ao MGI com a Fundação Getulio Vargas (FGV), responsável também pela plataforma de acompanhamento dos resultados individuais.

Há ainda um efeito menos visível do modelo: a redução do custo para o candidato. Em vez de pagar várias inscrições, viajar para cidades diferentes e estudar editais com conteúdos desencontrados, o participante do CNU faz uma única prova, em uma das 228 cidades de aplicação, e concorre a um conjunto de cargos com um único plano de estudo. Para quem mora fora das capitais, essa interiorização da prova é um dos principais ganhos do formato.

Quais foram os números das duas edições do CNU?

A primeira edição foi lançada em 2024 e mobilizou candidatos de todo o país. Segundo a Agência Brasil, o certame teve 2,14 milhões de inscritos para 6.640 vagas em 21 órgãos, com prova aplicada em 18 de agosto de 2024, em 228 cidades de todos os estados e do Distrito Federal.

A prova estava inicialmente marcada para 5 de maio e foi adiada por causa das enchentes no Rio Grande do Sul. A abstenção passou de 50%, com 1 milhão de presentes, e 500 candidatos foram eliminados, 0,05% do total, principalmente por sair da sala com o caderno de questões. A ministra Esther Dweck avaliou o resultado como “dentro das nossas expectativas, comparando com outros concursos desse porte”.

Indicador CNU 1 (2024) CNU 2 (2025) Fonte
Vagas no lançamento 6.640 3.652 Agência Brasil
Órgãos participantes 21 32 Agência Brasil
Inscritos 2,14 milhões Não informado na fonte Agência Brasil
Data da prova objetiva 18 de agosto de 2024 5 de outubro de 2025 Agência Brasil
Municípios de aplicação 228 228 Agência Brasil
Resultado final 21 de novembro de 2024 16 de março de 2026 Agência Brasil
Vagas reservadas a ações afirmativas Não informado na fonte 35% Agência Brasil

Fonte: Agência Brasil (2024, 2025 e 2026).

A segunda edição mudou de escala e de formato. O CNU 2025 ofereceu 3.652 vagas em 32 órgãos, sendo 3.144 de nível superior e 508 de nível intermediário, com 2.480 vagas de provimento imediato e 1.172 de provimento a curto prazo. A prova objetiva ocorreu em 5 de outubro de 2025 e a discursiva, em 7 de dezembro de 2025, com 42.499 classificados para essa segunda fase.

As convocações continuam em 2026. Em 24 de março de 2026, o governo chamou 1.860 candidatos do CNU 1 para vagas remanescentes, o equivalente a 21% das 8.573 vagas ofertadas no certame de 2024. Os maiores volumes ficaram com Incra, com 333 vagas, IBGE, com 312, Funai, com 215, Ministério da Agricultura e Pecuária, com 211, MGI, com 200, e AGU, com 184.

Como funcionam os blocos temáticos e as etapas da prova?

O CNU organiza os cargos em blocos temáticos, e é essa estrutura que o diferencia de um concurso comum. O candidato escolhe um bloco e, dentro dele, ordena os cargos de sua preferência, concorrendo a todos com a mesma prova. Na segunda edição, os cargos foram distribuídos em nove blocos temáticos.

A lógica é de afinidade de conteúdo. Cada bloco reúne carreiras com conhecimentos específicos próximos, como gestão pública, políticas sociais, tecnologia, engenharia ou justiça, o que permite a um único estudo servir a vários cargos ao mesmo tempo.

Etapa do CNU 2025 O que acontece Data ou prazo
Escolha do bloco e ordenação dos cargos Candidato define um bloco e a preferência entre os cargos dele Na inscrição
Prova objetiva Conhecimentos gerais e específicos do bloco 5 de outubro de 2025
Prova discursiva Aplicada aos classificados na etapa objetiva 7 de dezembro de 2025
Resultado final Classificação por cargo e lista de espera 16 de março de 2026
Etapas complementares Investigação social, memorial, prova oral e títulos, conforme o cargo Após o resultado final
Curso de formação Etapa eliminatória e classificatória para carreiras que exigem Conforme convocação
Nomeação Posse no cargo de acordo com a classificação Conforme autorização do MGI

Fonte: Agência Brasil (2025 e 2026).

As etapas posteriores ao resultado variam por carreira. Segundo a Agência Brasil, depois de 16 de março de 2026 começaram convocações para nomeação, investigação social e funcional, apresentação de memorial e prova oral, e cursos de formação com caráter eliminatório e classificatório, conforme as exigências legais de cada cargo.

Vai ter CNU em 2026 ou em 2027?

Não há edital da terceira edição do CNU publicado até setembro de 2026. O ano de 2026 foi dedicado às nomeações e às convocações das duas edições anteriores, com chamadas para vagas remanescentes e para listas de espera.

A previsão oficial mais recente é de 2027. Em 16 de dezembro de 2025, no programa Bom Dia, Ministra, Esther Dweck indicou esse ano para a próxima edição e afirmou que ela depende do cenário pós-eleições de 2026 e do orçamento federal. Isso significa que datas, número de vagas e órgãos participantes ainda não estão definidos.

Para o candidato, a leitura prática é de janela de preparação longa. Quem começa a estudar agora tem tempo para cobrir conhecimentos gerais com profundidade e escolher o bloco com base nos editais anteriores, que são a melhor referência disponível sobre formato e conteúdo.

A ausência de edital também muda a forma de acompanhar notícias. Informações sobre número de vagas, órgãos e datas só têm valor quando publicadas pelo MGI, pela Enap ou em ato no Diário Oficial da União. Antes disso, previsões divulgadas em redes sociais e cursinhos são apenas estimativas, e o planejamento de estudo não deve depender delas.

O que já é possível afirmar é a tendência do modelo. As duas edições mantiveram a aplicação simultânea em todo o país, a organização por blocos temáticos, a reserva de vagas para ações afirmativas e a combinação de prova objetiva com etapas adicionais conforme a carreira, características previstas no Decreto nº 11.722/2023 ou consolidadas na prática dos dois certames.

Como funcionam as cotas no CNU?

O CNU aplica a reserva de vagas prevista na legislação federal de concursos. Na segunda edição, 35% das 3.652 vagas foram destinadas a ações afirmativas, que contemplam pessoas negras, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência.

O peso das cotas na disputa é alto. Dos 42.499 classificados para a prova discursiva do CNU 2025, 46,06%, ou 19.577 candidatos, concorriam por vagas reservadas, segundo a Agência Brasil. O certame recebeu 252.596 inscrições em vagas de ação afirmativa.

A distribuição por categoria mostra onde está a maior concorrência reservada:

  • Pessoas negras formavam o maior grupo entre os classificados por cotas para a segunda fase do CNU 2025, com 14.651 candidatos.
  • Pessoas com deficiência somavam 4.194 classificados para a discursiva, grupo com regras próprias de atendimento especializado na prova.
  • Indígenas eram 636 classificados, categoria que também aparece na distribuição das vagas remanescentes do CNU 1, com 29 vagas, ou 2%.
  • Quilombolas eram 616 classificados para a segunda fase, categoria incluída nas ações afirmativas da edição de 2025.
  • Na chamada de vagas remanescentes do CNU 1, em março de 2026, 74% das vagas foram de ampla concorrência, 18% para pessoas negras e 7% para pessoas com deficiência.

Um mesmo candidato pode se enquadrar em mais de uma categoria de cota, o que explica por que a soma por grupo não coincide exatamente com o total de classificados por reserva.

Como estudar para o CNU passo a passo?

Sem edital da terceira edição, o estudo para o CNU deve partir das edições anteriores, que mostram o formato de prova, a lógica dos blocos e o peso dos conhecimentos gerais. O roteiro abaixo organiza a preparação em sete passos.

  1. Escolha o bloco temático antes de qualquer conteúdo. O bloco define os conhecimentos específicos e os cargos a que você concorre. Analise os blocos das duas edições anteriores e escolha o que combina com sua formação e com as carreiras que interessam.
  2. Baixe e estude os editais do CNU 1 e do CNU 2. Os editais anteriores são a melhor referência disponível sobre conteúdo programático, formato das questões e critérios de correção, enquanto o edital da próxima edição não é publicado.
  3. Priorize os conhecimentos gerais, que valem para todos os blocos. Língua portuguesa, realidade brasileira, políticas públicas e ética na administração pública aparecem em todas as provas e são a base comum que diferencia candidatos em qualquer bloco.
  4. Treine a prova discursiva desde o início. A segunda edição teve prova discursiva em 7 de dezembro de 2025 para os classificados na etapa objetiva, e a escrita argumentativa exige prática semanal com correção, não apenas leitura de conteúdo.
  5. Resolva provas anteriores com cronômetro. Use as provas objetivas do CNU 1, de 18 de agosto de 2024, e do CNU 2, de 5 de outubro de 2025, para medir tempo por questão e identificar os temas com mais erros.
  6. Organize revisão espaçada semanal. O volume de conteúdo de um concurso com vários cargos exige revisão programada, com retomada dos temas em intervalos crescentes, técnica mais eficiente que a releitura contínua.
  7. Acompanhe as fontes oficiais. Monitore o MGI e a Enap, executora do concurso desde 2025, para saber quando a terceira edição for confirmada, já que a previsão atual da ministra Esther Dweck é 2027.

O método de estudo detalhado, com organização de edital, ciclos e revisão, está no guia sobre como estudar para concurso público do zero.

CNU ou concurso específico: qual escolher?

O CNU e os concursos específicos de cada órgão não são excludentes, mas exigem estratégias diferentes. O CNU amplia o leque de cargos com uma prova, enquanto o concurso específico permite estudo mais profundo de um único edital.

A decisão depende do perfil do candidato. Quem tem formação generalista e interesse em várias carreiras tende a ganhar com o CNU. Quem já sabe exatamente qual órgão quer tende a ganhar com o concurso específico, que costuma cobrar conteúdo mais aprofundado da área.

Critério CNU Concurso específico
Número de cargos por prova Vários cargos dentro de um bloco temático Um cargo ou poucos cargos do mesmo órgão
Frequência Duas edições até 2025, terceira prevista para 2027 Depende da autorização de cada órgão
Abrangência geográfica da prova 228 municípios nas duas edições Varia conforme o edital
Profundidade do conteúdo específico Conteúdo comum ao bloco Conteúdo aprofundado do órgão
Estratégia de estudo Base forte em conhecimentos gerais e no bloco Estudo vertical do edital do órgão

Fonte: elaboração própria com base no Decreto nº 11.722/2023 e na Agência Brasil.

A estratégia mais comum entre candidatos experientes é combinar os dois caminhos: manter uma base sólida de conhecimentos gerais, que serve ao CNU e a quase todos os concursos federais, e aprofundar um ou dois editais específicos em paralelo. Essa combinação reduz o risco de depender de um único certame, cujo calendário pode mudar por decisão orçamentária, e mantém o candidato competitivo em qualquer seleção federal que for aberta no período.

Quais erros mais eliminam candidatos no CNU?

Os erros no CNU vão da escolha do bloco ao dia da prova, e vários deles eliminam o candidato antes mesmo da correção. A lista abaixo reúne os mais frequentes, com a consequência de cada um.

  • Sair da sala com o caderno de questões antes do horário permitido: foi o principal motivo das 500 eliminações da primeira edição, 0,05% dos candidatos, segundo a Agência Brasil.
  • Escolher o bloco apenas pelo número de vagas: o candidato que ignora a própria formação estuda conteúdo específico distante do que domina e perde competitividade na etapa objetiva.
  • Estudar só conteúdo específico: os conhecimentos gerais aparecem em todos os blocos, e a falta de base em língua portuguesa e realidade brasileira derruba a nota de quem domina apenas a área técnica.
  • Deixar a discursiva para depois da objetiva: com poucas semanas entre as etapas, como entre 5 de outubro e 7 de dezembro de 2025, quem não treinou escrita antes chega despreparado à segunda fase.
  • Faltar à prova por falta de planejamento: a abstenção da primeira edição passou de 50%, e a ausência elimina qualquer chance, mesmo para quem estudou meses.
  • Ignorar etapas posteriores ao resultado: investigação social, memorial, prova oral e cursos de formação são eliminatórios em várias carreiras, e o candidato aprovado pode perder a vaga nessas fases.
  • Esperar o edital para começar: sem previsão de prova antes de 2027, quem adia o início do estudo perde a principal vantagem do momento, que é o tempo longo de preparação.

Como a Central de Ensino ajuda na preparação para concursos?

A Central de Ensino publica conteúdo de preparação para concursos com base em editais e normas oficiais, e o CNU entra como referência central para quem mira a administração pública federal. O blog acompanha convocações, resultados e anúncios do MGI, sempre com a fonte indicada.

O acervo cobre as três frentes que mais pesam na aprovação. Para o método, há o guia sobre como estudar para concurso público do zero, com organização de edital e ciclos de estudo. Para a retenção de conteúdo, há o material sobre técnicas de estudo comprovadas pela ciência cognitiva, com revisão espaçada e recuperação ativa. Para a escrita, há os guias de redação.

A prova discursiva exige a mesma estrutura argumentativa cobrada em outros exames nacionais. Quem quiser treinar a organização de tese, argumentos e proposta pode usar como referência o material sobre as cinco competências da redação do Enem, adaptando a lógica ao formato do edital do concurso.

Perguntas frequentes sobre o CNU

O que é o CNU?

O CNU é o Concurso Público Nacional Unificado, modelo de seleção em que vários órgãos federais aderem a um único certame, com provas aplicadas simultaneamente em todos os estados e no Distrito Federal. Foi instituído pelo Decreto nº 11.722, de 28 de setembro de 2023.

Por que o CNU é chamado de Enem dos concursos?

O apelido vem da semelhança de formato: uma prova nacional, aplicada no mesmo dia em todo o país, que serve de porta de entrada para vários destinos. No CNU, uma única prova permite concorrer a diversos cargos de órgãos federais diferentes dentro do mesmo bloco temático.

Vai ter CNU em 2026?

Não há previsão de nova prova em 2026. O ano foi dedicado às nomeações e convocações das duas edições anteriores. Em 16 de dezembro de 2025, a ministra Esther Dweck indicou 2027 como previsão para a terceira edição, dependendo do cenário pós-eleições e do orçamento.

Quando será o CNU 3?

A previsão oficial é 2027, segundo a ministra Esther Dweck, em declaração de 16 de dezembro de 2025. A realização depende do cenário político após as eleições de 2026 e da aprovação orçamentária, e não há edital, datas, vagas ou órgãos definidos até setembro de 2026.

Quantas vagas teve o CNU 2025?

O CNU 2025 ofereceu 3.652 vagas em 32 órgãos federais, sendo 3.144 de nível superior e 508 de nível intermediário. Do total, 2.480 vagas eram de provimento imediato e 1.172 de provimento a curto prazo, segundo a Agência Brasil.

Quantos inscritos teve o primeiro CNU?

A primeira edição do CNU teve 2,14 milhões de inscritos para 6.640 vagas em 21 órgãos, com prova em 18 de agosto de 2024, em 228 cidades. A abstenção passou de 50%, com 1 milhão de candidatos presentes, segundo a Agência Brasil.

Quem organiza o CNU?

A coordenação é do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, com uma Comissão de Governança formada por representantes dos órgãos participantes. Desde 2025, a execução cabe à Enap, e na segunda edição a banca foi a Fundação Getulio Vargas.

O que são os blocos temáticos do CNU?

Blocos temáticos são grupos de cargos com conhecimentos específicos próximos. O candidato escolhe um bloco e ordena os cargos de sua preferência, concorrendo a todos com a mesma prova. Na segunda edição, os cargos foram distribuídos em nove blocos temáticos.

Posso concorrer a mais de um cargo no CNU?

Sim, dentro do mesmo bloco temático. Na inscrição, o candidato escolhe um bloco e ordena os cargos daquele bloco por preferência. A mesma prova serve para todos os cargos escolhidos, e a classificação respeita a ordem de preferência e a nota obtida.

Como são as provas do CNU?

Na segunda edição, houve prova objetiva em 5 de outubro de 2025, com conhecimentos gerais e específicos do bloco, e prova discursiva em 7 de dezembro de 2025, aplicada aos classificados na primeira etapa. Algumas carreiras exigem ainda memorial, prova oral e curso de formação.

Quantos candidatos passaram para a discursiva no CNU 2025?

Foram 42.499 candidatos classificados para a prova discursiva do CNU 2025, segundo a Agência Brasil. Desse total, 46,06%, ou 19.577 candidatos, concorriam por vagas reservadas a ações afirmativas, e havia aprovados de todas as 27 unidades da federação.

O CNU tem cotas?

Sim. Na segunda edição, 35% das 3.652 vagas foram reservadas a ações afirmativas, para pessoas negras, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência. O certame recebeu 252.596 inscrições em vagas reservadas, segundo a Agência Brasil.

Quando saiu o resultado final do CNU 2?

O resultado final da segunda edição do CNU foi divulgado em 16 de março de 2026, com classificações e lista de espera. Ao todo, 2.400 aprovados seriam convocados de imediato, e 1.100 vagas estavam previstas para preenchimento no curto prazo.

O CNU 1 ainda está convocando?

Sim. Em 24 de março de 2026, o governo convocou 1.860 candidatos do CNU 1 para vagas remanescentes, 21% das 8.573 vagas ofertadas no certame de 2024. Antes, em 25 de abril de 2025, a Portaria MGI nº 3.114 havia autorizado a convocação de 4.330 aprovados.

Quais órgãos participam do CNU?

A participação muda a cada edição. A primeira reuniu 21 órgãos e a segunda, 32 órgãos federais. Entre os que receberam convocações do CNU 1 em 2026 estão Incra, IBGE, Funai, Ministério da Agricultura e Pecuária, MGI e AGU.

Qual a abstenção no CNU?

Na primeira edição, a abstenção passou de 50%: dos 2,14 milhões de inscritos, 1 milhão fizeram a prova em 18 de agosto de 2024. A ministra Esther Dweck avaliou o resultado como dentro das expectativas para concursos desse porte.

O que elimina o candidato no CNU?

Na primeira edição, 500 candidatos foram eliminados, 0,05% do total, e o principal motivo foi sair da sala com o caderno de questões antes do horário permitido. Ausência na prova, descumprimento das regras do edital e reprovação em etapas posteriores também eliminam.

Como estudar para o CNU sem edital?

Use os editais e as provas do CNU 1 e do CNU 2 como referência, escolha o bloco temático com base na sua formação e priorize conhecimentos gerais, que valem para todos os blocos. Treine a discursiva desde o início e organize revisão espaçada semanal.

Quem paga os custos do CNU?

Os custos do concurso são rateados entre os órgãos que aderem ao certame, conforme o art. 5º do Decreto nº 11.722/2023, com critérios definidos em ato ministerial. O modelo permite que órgãos menores recrutem servidores sem arcar sozinhos com a realização de um concurso próprio.

Vale mais a pena o CNU ou um concurso específico?

Depende do perfil. O CNU favorece quem tem formação generalista e interesse em várias carreiras, porque uma prova serve a vários cargos. O concurso específico favorece quem já escolheu o órgão, porque permite estudo aprofundado de um único edital.

Quem busca renda enquanto estuda pode ler o curso básico de revenda de semijoias: peças, precificação, cartelas e embalagens.

Conclusão

O CNU consolidou em duas edições um modelo de seleção que reúne dezenas de órgãos federais em uma prova nacional: 6.640 vagas em 21 órgãos em 2024 e 3.652 vagas em 32 órgãos em 2025, com convocações ainda em andamento em 2026. Sem edital da terceira edição, prevista para 2027 pela ministra Esther Dweck, o candidato tem o recurso mais valioso de um concurso, que é tempo de preparação. Escolha o bloco, estude pelos editais anteriores e siga o roteiro de preparação para concursos da Central de Ensino.

Como citar este artigo

ABNT: CENTRAL DE ENSINO. CNU: como funciona o Concurso Nacional Unificado, quem pode fazer e como estudar. Central de Ensino, 20 set. 2026. Disponível em: https://centraldeensino.com.br/cnu-concurso-nacional-unificado-como-funciona/. Acesso em: 20 set. 2026.

APA: Central de Ensino. (2026, 20 de setembro). CNU: como funciona o Concurso Nacional Unificado, quem pode fazer e como estudar. Central de Ensino. https://centraldeensino.com.br/cnu-concurso-nacional-unificado-como-funciona/

Referências

AGÊNCIA BRASIL. CNU 1: governo convoca 1,8 mil candidatos para vagas remanescentes. Agência Brasil, 24 mar. 2026. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/concursos/noticia/2026-03/cnu-1-governo-convoca-18-mil-candidatos-para-vagas-remanescentes. Acesso em: 20 set. 2026.

AGÊNCIA BRASIL. CNU 2 divulga resultado final com classificações e lista de espera. Agência Brasil, 16 mar. 2026. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2026-03/cnu-divulga-resultado-final-com-classificacoes-e-lista-de-espera. Acesso em: 20 set. 2026.

AGÊNCIA BRASIL. CNU 2025: 42,5 mil foram classificados para a prova discursiva. Agência Brasil, nov. 2025. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/educacao/noticia/2025-11/cnu-2025-425-mil-foram-classificados-para-prova-discursiva. Acesso em: 20 set. 2026.

AGÊNCIA BRASIL. CNU 2025: 46,06% dos aprovados para 2ª fase concorrem por cotas. Agência Brasil, nov. 2025. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-11/cnu-2025-4606-dos-aprovados-para-2a-fase-concorrem-por-cotas. Acesso em: 20 set. 2026.

AGÊNCIA BRASIL. De 2,1 milhões de inscritos, 1 milhão fizeram provas do CNU. Agência Brasil, ago. 2024. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2024-08/de-21-milhoes-de-inscritos-cerca-de-1-milhao-fizeram-provas-do-cnu. Acesso em: 20 set. 2026.

AGÊNCIA BRASIL. Governo autoriza convocação de 4,3 mil aprovados no Concurso Unificado. Agência Brasil, 25 abr. 2025. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/concursos/noticia/2025-04/governo-autoriza-convocacao-de-43-mil-aprovados-no-concurso-unificado. Acesso em: 20 set. 2026.

BRASIL. Decreto nº 11.722, de 28 de setembro de 2023. Dispõe sobre o Concurso Público Nacional Unificado. Brasília: Presidência da República, 2023. Disponível em: https://planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2023/decreto/d11722.htm. Acesso em: 20 set. 2026.

DIÁRIO DO PARÁ. CPNU pode ter terceira edição em 2027, diz Esther Dweck. Diário do Pará, dez. 2025. Disponível em: https://diariodopara.com.br/concursos-e-empregos/cpnu-pode-ter-terceira-edicao-em-2027-diz-esther-dweck/. Acesso em: 20 set. 2026.

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